A Música nesse milênio deverá unir a todos, independente de raça, cor, cultura ou religião, realizando assim o antigo sonho de alegria e paz de bilhões de habitantes do nosso planeta.


Josef Pieper(Trad.: Sivar Hoepner Ferreira, de "Über die Musik" - fala em uma sessão de Bach - in Nur der Liebende singt, Schwabenvlg., 1988)

O fato de que quem filosofa - sobretudo quando se ocupa da dinâmica da formação e da realização do ser humano - dedique especial atenção a meditar sobre a essência da música, não é casual nem movido por "interesses musicais" pessoais. Essa atenção especial remete, antes, a uma grande tradição que remonta quase à origem dos tempos, a Platão, a Pitágoras e às doutrinas de sabedoria do Extremo Oriente.

E isto não se deve somente ao fato de a filosofia ter por objeto coisas "espantosas" (para as quais, como afirmam Aristóteles e Tomás de Aquino, deve especificamente voltar-se quem filosofa) - não é somente porque a música é mirandum, uma das coisas mais maravilhosas e misteriosas do mundo. Não é só, tampouco, pelo fato de que "musicar" é uma atividade da qual se poderia dizer que é um oculto filosofar - um Exercitium Metaphysices Occultum - da alma que, sem saber, filosofava, como diz Schopenhauer na sua profunda discussão para o estabelecimento de uma metafísica da música.

O que a música sempre traz - e este é o fato mais decisivo - ao campo de visão do filósofo é a sua proximidade da existência humana, uma característica específica que torna a música necessariamente objeto essencial para todos os que refletem sobre a realização humana.

A pergunta que especialmente fascina o filósofo que medita sobre a essência da música, é: o que propriamente percebemos quando ouvimos música? Pois, sem dúvida, trata-se de mais (e de outra coisa) que os sons resultantes do roçar as cordas do violino, soprar a flauta ou percutir o teclado – isto tudo ouvem também os mais insensíveis. O que é, então, o que propriamente percebemos, quando ouvimos música de forma adequada?

Para as outras artes essa mesma indagação propõe-se mais facilmente – ainda que a pergunta: "O que é que propriamente vemos quando contemplamos o Rasenstück de Dürer?" também não seja fácil de responder, pois certamente não é o céspede que se apresenta à vista, na natureza ou numa foto – não é este "objeto" que nós propriamente vemos, quando observamos um quadro de forma adequada. O que realmente percebemos quando ouvimos um poema, quando apreendemos a poesia de um poema? Certamente é mais (e é outra coisa) do que o que foi "objetivamente" proferido (isto tem sido identificado na poética como uma impureza, mas é uma "impureza" sem dúvida necessária).

Música !

Música !
A musicologia estuda o ponto de vista histórico e antropológico da música, podendo até ser entendido como historiador da musica. A musicologia estuda a notação, instrumentos e teoria musical, métodos didáticos, acústica, história da música e a fisiologia aplicada à técnica dos instrumentos e suas evoluções. O Musicólogo pode ir além dos estudos de música e tangenciar assuntos que fizeram interferência musical durante sua evolução. Para entender a história da música é necessário compreender aspectos sociais de sua respectiva época.

Qual seu estilo de Música Preferido?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Mangue Beat













Manguebeat (também grafado como manguebit ou mangue beat) é um movimento musical que surgiu no Brasil na década de 90 em Recife que mistura ritmos regionais com rock, hip hop, maracatu e música eletrônica.
O objetivo do movimento surgiu de uma metáfora idealizada por Zero Quatro, ao trabalhar em vídeos ecológicos. Como o mangue era o ecossistema biologicamente mais rico do planeta, o Manguebeat precisava formar uma cena musical tão rica e diversificada como os manguezais. Devido a principal bandeira do mangue ser a diversidade, a agitação na música contaminou outras formas de expressão culturais como o cinema, a moda e as artes plásticas. O Manguebeat influenciou muitas bandas de Pernambuco e do Brasil, sendo o principal motor para Recife voltar a ser um centro musical, e permanecer com esse título até o momento.
Com o surgimento de várias bandas no cenário recifense, gravadoras como Sony, Virgin e outras famosas, deram início a uma contratação de bandas que se incluíam nesse cenário Mangue.
Notáveis bandas do gênero manguebeat incluem Mundo Livre S/A, Mombojó, Cordel do Fogo Encantado e Nação Zumbi.
Movimento musical surgido na cidade de Recife, no começo dos anos 90, quando bandas como Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A decidiram misturar a música pop internacional de ponta (o rap, as várias vertentes eletrônicas e o rock neopsicodélico inglês) aos gêneros tradicionais da música de Pernambuco (maracatu, coco, ciranda, caboclinho etc.). Originalmente chamado de Mangue Bit (bit entendido como unidade de memória dos computadores), o movimento teve seu primeiro manifesto, Caranguejos com Cérebro, escrito pelo ex-punk Fred 04 (do Mundo Livre) e Renato L, publicado pela imprensa local em 1992. "Imagem símbolo: uma antena parabólica enfiada na lama. Ou um caranguejo remixando Anthena, do Kraftwerk, no computador", explicavam.
O "núcleo de pesquisa e produção de idéias pop" articulado por essa juventude recifense tinha como objetivo "engendrar um circuito energético, capaz de conectar as boas vibrações dos mangues com a rede mundial de circulação de conceitos pop". Surgia a denominação de "mangueboys e manguegirls". "(...) São indivíduos interessados em: quadrinhos, TV interativa, antipsiquiatra, Bezerra da Silva, hip hop, midiotia, artismo, música de rua, John Coltrane, acaso, sexo não-virtual, conflitos étnicos e todos os avanços da química aplicada no terreno da alteração e expansão da consciência", dizia o manifesto.
No começo dos anos 80, Chico Science (ou melhor, Francisco França) era integrantes da Legião Hip Hop, equipe de dança de rua que imitava os breakers americanos. Com o guitarrista Lúcio Maia e Alexandre Dengue, participou do grupo de rock pós-punk Loustal. Da fusão do Loustal com o bloco de samba-reggae Lamento Negro, surgiu no começo dos anos 90 a Nação Zumbi, que estreou nos palcos de Recife em junho de 91. A Soparia de Roger (citado por Chico Science na música Macô)e o bar Arte Viva, em Boa Viagem, acolheram as primeiras manifestações dos mangueboys.
Propagada por Chico e pelo Mundo Livre, logo a batida do Mangue (Mangue Beat) estaria chegando ao Sudeste, onde, depois de algumas entusiasmadas reportagens em jornais, as principais gravadoras do país se interessaram por aquela novidade vinda de uma cidade nordestina de forte tradição musical que quase duas décadas antes havia revelado seu último grande produto pop: Alceu Valença. A Sony contratou Chico e a Nação Zumbi e o selo Banguela Discos (dos Titãs) ficou com o Mundo Livre.
Em 1993, seriam lançados, respectivamente, seus discos de estréia, Da Lama ao Caos e Samba Esquema Noise (título que logo denunciou a influência de Jorge Ben – seu disco de estréia se chamou Samba Esquema Novo – sofrida pelo Mundo). Com as músicas A Cidade e A Praieira, bem-engendradas fusões de rap com maracatu, a Nação saiu à frente em termos de reconhecimento popular – isso, apesar de os dois discos terem sido igualmente muito bem recebidos pela crítica musical de todo o país.
No rastro da duas bandas, vieram outros grupos de Recife dedicados às misturas do pop com a música regional: Jorge Cabeleira e o Dia em Que Seremos Todos Inúteis, Mestre Ambrósio, Cascabulho, Sheik Tosado. Houve outras, porém mais tradicionalmente roqueiras, como Devotos do Ódio (banda punk da favela de Alto José do Pinho), Querosene Jacaré e Eddie, e algumas filiadas ao rap, como o Faces do Subúrbio (também do Alto) e Sistema X.
O Abril Pro Rock, festival anual que inicialmente se restringia à cena de Recife, aos poucos abriu seu espaço para bandas (principalmente as novas) de todo o país, acabando por se tornar o mais importante evento da nova música pop do Brasil. Paralelamente à cena mangue, Recife também viu o cinema ganhar fôlego, com produções como o Baile Perfumado, dos diretores Paulo Caldas e Lírio Ferreira, que teve trilha sonora feita por Chico e o Nação, Fred 04, Mestre Ambrósio, entre outros.
Destaque absoluto da cena de Recife, Chico Science & Nação Zumbi ganharam o país e embarcaram em 1995 numa bem-sucedida turnê européia ao lado os Paralamas do Sucesso – em alguns shows, foram até a atração principal. Em 1996, lançaram sua obra-prima, o disco Afrociberdelia, em que o maracatu da banda ficou mais eletrônico e internacional, com participações especiais de artistas como Gilberto Gil, que gravou na faixa Macô. O primeiro sucesso do disco, Maracatu Atômico (de Jorge Mautner e Nelson Jacobina) fazia outra ligação com a geração anterior da MPB.
Meses depois, no dia 2 de fevereiro de 1997, Chico morreu num acidente de carro em Recife, deixando órfã toda uma geração de mangueboys e manguegirls. Alguns apostaram que seria o fim desse movimento, freqüentemente comparado ao Tropicalismo. Mas os artistas do Mangue Beat procuraram outros caminhos dentro da diversidade. Aparaceram trabalhos elogiados como o do ex-percussionista do Mundo Livre Otto (Samba pra Burro, eleito o melhor disco de 1998 pela Associação Paulista dos Criticos de Arte), do DJ Dolores e da cantora e tecladista Stella Campos.

Repente












Repente (conhecido também como desafio) é uma tradição folclórica brasileira cuja origem remonta aos trovadores medievais. Especialmente forte no nordeste brasileiro, é uma mescla entre poesia e música na qual predomina o improviso – a criação de versos "de repente".
O repente possui diversos modelos de métrica e rima, e seu canto costuma ser acompanhado de instrumento musical - normalmente o dedilhar de uma viola de sete ou dez cordas.
No Brasil, a tradição medieval ibérica dos trovadores deu origem aos cantadores – ou seja, poetas populares que vão de região em região, com a viola nas costas, para cantar os seus versos. Eles apareceram nas formas da trova gaúcha, do calango (Minas Gerais), do cururu (São Paulo), do samba de roda (Rio de Janeiro) e do repente nordestino. Ao contrário dos outros, este último se caracteriza pelo improviso – os cantadores fazem os versos "de repente", em um desafio com outro cantador. Não importa a beleza da voz ou a afinação – o que vale é o ritmo e a agilidade mental que permita encurralar o oponente apenas com a força do discurso.
A métrica do repente varia, bem como a organização dos versos: temos a sextilha (estrofes de seis versos, em que o primeiro rima com o terceiro e o quinto, o segundo rima com o quarto e o sexto), a septilha (sete versos, em que o primeiro e o terceiro são livres, o segundo rima com o quarto e o sétimo e o quinto rima com o sexto) e variações mais complexas como o martelo, o martelo alagoano, o galope beira-mar e tantas outras. O instrumental desses improvisos cantados também varia: daí que o gênero pode ser subdividido em embolada (na qual o cantador toca pandeiro ou ganzá), o aboio (apenas com a voz) e a cantoria de viola.
Cordéis musicados
O repente se insere na tradição literária nordestina do cordel, de histórias contadas em caudalosos versos e publicadas em pequenos folhetos, que são vendidos nas feiras por seus próprios autores. Uma tradição que, por sinal, inspirou clássicos da literatura brasileira, como o Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, e Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. O repente foi para o Sudeste em meados do século XX, junto com a migração de nordestinos para os grandes capitais. Chegou a São Paulo em 1946 com o alagoano Guriatã de Coqueiro (Augusto Pereira da Silva) e, no Rio, instalou-se na Feira de São Cristóvão.
O gênero se imiscuiu na MPB, sendo usado em trabalhos de artistas tão diversos quanto o cantador Elomar, o roqueiro Raul Seixas e o cantor paraibano Zé Ramalho. Subterraneamente, o repente tradicional, de violeiros-cantadores em duelo, sobreviveu graças a nomes como Oliveira das Panelas (vencedor, em 1997, do 1º Campeonato Brasileiro de Poetas Repentistas), Mocinha da Passira, Valdir Teles, Lourinaldo Vitorino, Sebastião da Silva, Azulão, Miguel Bezerra, Otacílio Batista, Ivanildo Vila Nova, Zé Cândido, Ismael Pereira e Natan Soares. Apontado por alguns como inspirador do rap (rhythm'n'poetry – ritmo e poesia) americano (que nasceu do improviso falado sobre bases musicais alheias), o repente encontrou seus pontos em comum com o gênero importado nos anos 90, em músicas dos grupos recifenses Faces do Subúrbio e Sistema X.

Axé music












O Axé Music, ou simplesmente Axé, é um gênero musical surgido no estado da Bahia na década de 1980, durante as manifestações populares do carnaval de Salvador,que mistura a Marcha das Músicas Latino-caribenhas com Frevo pernambucano, forró, Maracatu, Reggae e Calypso, que é derivado do Reggae.
No entanto, o termo Axé Music é utilizado erroneamente para designar todos os rítmos de raízes africanas ou o estilo de música de qualquer banda ou artista que provém da Bahia. Sabe-se hoje, que nem toda música baiana é Axé, pois lá há o Olodum, um rítmo da África do Sul, Samba de Roda e Pagode produzidos por algumas bandas, Calipso, proveniente do Caribe e Samba-reggae, uma novidade.
A palavra "axé" é uma saudação religiosa usada no candomblé e na umbanda, que significa energia positiva. Expressão corrente no circuito musical soteropolitano, ela foi anexada à palavra da língua inglesa music pelo jornalista Hagamenon Brito para formar um termo que designaria pejorativamente aquela música dançante com aspirações internacionais.
Com o impulso da mídia, o axé music rapidamente se espalhou pelo país todo (com a realização de carnavais fora de época, as micaretas), e fortaleceu-se como indústria, produzindo sucessos durante todo o ano.
As origens do axé estão na década de 1950, quando Dodô e Osmar começam a tocar o frevo pernambucano em rudimentares guitarras elétricas (batizadas de guitarras baianas) em cima de uma Fobica (um Ford 1929). Nascia o trio elétrico, atração do carnaval baiano que Caetano Veloso chamou a atenção em 1968 na canção "Atrás do Trio Elétrico". Mais tarde, Moraes Moreira, dos Novos Baianos, teria a idéia de subir num trio (que era apenas instrumental) para cantar – foi o marco zero da axé music. Paralelamente ao movimento dos trios, aconteceu o da proliferação dos blocos-afro: Filhos de Gandhi (do qual Gilberto Gil faz parte), Badauê, Ilê Aiyê, Muzenza, Araketu e Olodum. Eles tocavam ritmos africanos como o ijexá, brasileiros como o maracatu e o samba (os instrumentos eram os das escolas de samba do Rio) e caribenhos como o merengue.
Com a cadência e as letras das canções de Bob Marley nos ouvidos, o Olodum criou um rítmo próprio que misturava Axé, Música Latina, Reggae e também Música Africana, estilo com forte caráter de afirmação da negritude, que fez sucesso em Salvador dos anos de 1980 com artistas como Lazzo, Tonho Matéria, Gerônimo e a Banda Reflexus – as canções chegavam ao Sudeste em discos na bagagem dos que lá passavam férias. Logo, Luiz Caldas (do trio Tapajós) e Paulinho Camafeu tiveram a idéia de juntar o frevo elétrico dos trios e o ijexá. Surgiu assim o "Deboche", que rendeu em 1986 o primeiro sucesso nacional daquela cena musical de Salvador: Fricote, gravado por Caldas. A modernidade das guitarras se encontrava com a tradição dos tambores em mistura de alta octanagem.
Axé é uma saudação religiosa usada no candomblé e na umbanda, que significa energia positiva. Depois que Daniela Mercury chegou ao Sudeste com o show que a estouraria nacionalmente, O Canto da Cidade, tudo o mais que veio de Salvador começou a ser chamado de axé music. Em pouco tempo, os artistas deixaram de se importar com a origem debochada do termo e passaram a dele se aproveitar. Por exemplo, a Banda Beijo, do vocalista Netinho, simplesmente intitulou de Axé Music o seu disco de 1992. Com o impulso da mídia, essa trilha sonora da folia de Salvador rapidamente se espalhou pelo país (com os carnavais fora de época, as micaretas) e fortaleceu-se como indústria, produzindo sucessos o ano inteiro ao longo dos anos 90. Testadas no calor da multidão na Praça Castro Alves e na Ladeira do Pelô, as músicas dos blocos e bandas responderam por alguns dos grandes êxitos comerciais da música brasileira na década. O ano de1998 foi, particularmente, o mais feliz para os baianos: Daniela Mercury, Banda Eva, Chiclete com Banana, Araketu, Cheiro de Amor e É o Tchan venderam juntos nada menos que 3,4 milhões de discos. Uma nova geração de estrelas aparecia para o Brasil Chiclete com Banana (que vinha de uma tradição de bandas de baile, blocos afro e trios elétricos) e Margareth Menezes, a primeira a engatilhar carreira internacional. Enquanto o axé se fortalecia comercialmente, alguns nomes buscavam alternativas criativas para a música baiana. O mais significativo deles foi a Timbalada, grupo de percussionistas e vocalistas liderado por Carlinhos Brown (cuja Meia Lua Inteira tinha estourado na voz de Caetano), que veio com a proposta de resgatar o som dos timbaus, que há muito tempo estavam restritos à percussão dos terreiros de Candomblé.

Guarânia












Guarânia é um gênero musical de origem paraguaia, em andamento lento, geralmente em tom menor. As canções mais conhecidas são: Índia, Ne rendápe aju, Panambi Vera e Paraguaýpe criado orquestra sinfônica modo baseado em poemas, canções com sinfônico accompaniments. O gênero seduz as populações urbanas, mas não no interior. Isto é provavelmente devido ao interesse das pessoas por estilos mais rápido como a Polka ou o Purahéi Jahe'o.
Na biblioteca do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, da Universidade Estadual Paulista - UNESP, de São José do Rio Preto-SP, há uma dissertação de mestrado, "Cascatinha e Inhana: uma história contada às falas e mídia", de autoria de Alaor Ignácio dos Santos Júnior, cujo tema é abordado com propriedade.
Foi criada em Assunção pelo músico Jose Flores, em 1925, com o fim de expressar o caráter do povo paraguaio. Isto foi acompanhado por ritmos e melodias para lento e melancólico canções. Em algumas das canções que segue a natureza do heróico povo paraguaio.
Desde a sua criação, a Guarania tornou-se o mais importante fenômeno musical do Paraguai no século XX através de temas como Jejuí, Kerasy, Arribeño Resay, o que gerou imediata aceitação e afeto.
Acredita-se que a guarânia tenha sido introduzida no Brasil pelos próprios paraguaios, especialmente na divisa com o Mato Grosso do Sul, quando vieram para o Brasil a trabalho, durante do Ciclo da Erva Mate. Há naquele Estado traços predominantes na música folclórica, que se enquadram perfeitamente à harmonia da guarânia.
A guarânia foi introduzida na música popular brasileira através do trabalho de pesquisa realizado por Raul Torres, Ariovaldo Pires, Mário Zan e Nhô Pai, em sucessivas viagens ao Paraguai. Torres foi responsável por uma das guarânias de maior sucesso no Brasil, "Colcha de retalhos", gravada por Cascatinha e Inhana. A mesma dupla fez um mega-sucesso com outra guarânia, "Índia", de José Asunción Flores e Manuel Ortiz Guerrero, em versão de José Fortuna. A partir da década de 40 tornou-se um dos gêneros mais utilizados pelos compositores da música sertaneja como mais uma forma para fazer sucesso. Ganhou mais popularidade a partir da gravação, em 1951, do disco 78 rpm "Índia" (de José Asunsión Flores e Manoel Ortiz Guerrero), que trazia como segunda música a canção também paraguaia "Meu primeiro amor" ("Lejanía"), ambas com versão de José Fortuna.
ritmo tipicamente latino, originaria dos países do hemisfério sul como o Paraguai e a Bolívia. Foi através dos estados que fazem fronteira com estes países que a guarânia foi introduzida no Brasil. Fez muito sucesso na música popular brasileira entre as décadas de 40 a 60 e ainda é muito presente na música sertaneja. Esse ritmo está baseado em um compasso ternário.
Guarânia, como o nome indica, vem de Guarani. Estilo musical típico do Paraguai, é também muito tradicional no Chile, Peru, Colômbia, afinal, América do Sul... muito apreciada no Brasil, seu rítimo está presente na maioria das músicas sertanejas e outras canções românticas.

Emo












Emo (abreviação do inglês emotional) é um gênero de música derivado do Hardcore. O termo foi originalmente dado às bandas do cenário punk de Washington, DC que compunham num lirismo mais emotivo que o habitual.
Existem várias versões que tentam explicar a origem do termo "emo", como a que um fã teria gritado "You´re emo!" (Você é emo!) para uma banda (os mitos variam bastante quanto a banda em questão, sendo provavelmente o Embrace ou o Rites of Spring).
No entanto, a versão mais aceita como real é a de que o nome foi criado por publicações alternativas como o fanzine Maximum RocknRoll e a revista de skate Thrasher para descrever a nova geração de bandas de "hardcore emocional" que aparecia no meio dos anos 80, encabeçada por bandas da gravadora Dischord de Washington DC, como as já citadas Embrace e Rites of Spring, além de Gray Matter, Dag Nasty e Fire Party.

Nesta época, outras bandas já estabelecidas de hardcore, como 7 Seconds, Government Issue e Scream também aderiram à esta onda inicial do chamado "emocore", diminuindo o andamento, escrevendo letras mais introspectivas e acrescentando influências do rock alternativo de então.

É importante lembrar que nenhuma destas bandas jamais aceitou ou se auto-definiu através deste rótulo. A palavra "Emo" é vista como uma piada ou algo pejorativo e artificial.

O gênero (ou pelo menos o clássico estilo de Washington, o DC sound) primeiramente explorado por bandas como Faith, Rites of Spring e Embrace tem suas raízes no punk rock.

O próximo passo na evolução do gênero veio em 1982 e durou até 1993 com as bandas Indian Summer, Moss Icon, Policy of Three, Still Life e Navio Forge. A dinâmica calmo/gritado ("quiet/loud") freqüentemente ouvida em bandas recentes tais como Seatia e Thursday tiveram suas raízes nestas bandas. No que diz respeito a voz, essas bandas intensificaram o estilo emocore. Muitas delas sempre fizeram uso de berros e gritos durante a apresentação, e motivo para muitos fãs de hardcore depreciarem os fãs de emo como "molengas"¹ ("wimps", "weaklings").

Assim como foi infundida uma nova intensidade para o emocore, o emotional hardcore levou essa intensidade a um nível extremo. A cena teve início entre 1991 e 1992 com as bandas Heroin, Portraits of Past e Antioch Arrow que tocavam um estilo caótico, com vocais abrasivos e passionais².
Após a supervalorização inicial da intensidade e da sonoridade caótica, o emotional hardcore sofreu um processo de "desacelaração". As bandas Sunny Day Real Estate e Mineral basearam seu estilo no Rites of Spring, outra banda do gênero emo.
Nota-se uma nova tendência emo em abandonar o punk distorcido em favor de calmos violões. Na cultura alternativa diz-se que alguém é ou está emo quando demonstra muita sensibilidade.
No Brasil, o gênero se estabeleceu sob forte influência norte-americana em meados de 2003, na cidade de São Paulo, espalhando-se para outras capitais do Sul e do Sudeste, e influenciou também uma moda de adolescentes caracterizada não somente pela música, mas também pelo comportamento geralmente emotivo e tolerante, e também pelo visual, que consiste em geral em trajes pretos,Trajes Listrados, Mad Rats, Cabelos Coloridos e franjas caídas sobre os olhos.

Habanera












A habanera, ou havaneira em algumas traduções para o português, é um estilo de musical de dança criado em Havana (Cuba).
A habanera, cujo nome deriva da cidade de onde é oriunda (La Habana, em espanhol), foi a primeira música genuinamente afro-latino-americana, que foi levada de Cuba para salões europeus por volta do século XVII. Foi sofrendo alterações em sua estrutura básica devido aos arranjos que lhe deram os músicos da Europa e assim, alterada, voltou às Américas através dos imigrantes portugueses e espanhóis.
É uma música de compasso binário, com o primeiro tempo fortemente acentuado, com uma curta introdução seguida de duas partes de oito compassos cada uma, com modulação do tom crescente
Da habanera derivam diversos rítmos como o maxixe brasileiro e o tango argentino. Também deu origem ao vanerão dos gaúchos.
É uma dança que foi também algumas vezes aproveitada no repertório erudito, sendo o exemplo mais famoso a habanera da ópera Carmen, de Georges Bizet.
habanera, ou havaneira em algumas traduções para o português, é um estilo de musical de dança criado em Havana (Cuba).
A habanera, cujo nome deriva da cidade de onde é oriunda (La Habana, em espanhol), foi a primeira música genuinamente afro-latino-americana, que foi levada de Cuba para salões europeus por volta do século XVII. Foi sofrendo alterações em sua estrutura básica devido aos arranjos que lhe deram os músicos da Europa e assim, alterada, voltou às Américas através dos imigrantes portugueses e espanhóis.
É uma música de compasso binário, com o primeiro tempo fortemente acentuado, com uma curta introdução seguida de duas partes de oito compassos cada uma, com modulação do tom crescente
Da habanera derivam diversos rítmos como o maxixe brasileiro e o tango argentino. Também deu origem ao vanerão dos gaúchos.
É uma dança que foi também algumas vezes aproveitada no repertório erudito, sendo o exemplo mais famoso a habanera da ópera Carmen, de Georges Bizet.

Maxixe












O Maxixe (também foi conhecido por Tango brasileiro) é uma dança de casal brasileira que esteve em moda entre o fim do século XIX e o início do século XX. Dançava-se acompanhada da forma musical do mesmo nome, contemporânea da polca e dos princípios do choro e que contou com compositores como Ernesto Nazareth e Patápio Silva. Mas o maior nome na composição de maxixes foi, sem dúvida, o da maestrina Chiquinha Gonzaga.
Teve a sua origem no Rio de Janeiro na década de 1870, mais ou menos quando o tango também dava os seus primeiros passos na Argentina e no Uruguai, do qual sofreria algumas influências. Dançada a um ritmo rápido de 2/4, notam-se também influências do lundu, das polcas e das habaneras.
Tal como o tango, este estilo foi também exportado para a Europa e Estados Unidos da América, no início do século XX.
O samba e a lambada são dois exemplos de danças que devem algumas contribuições de estilo ao Maxixe.
Originado de procedimentos empregados pelos músicos de grupos de choro e bandas de coretos do Rio de Janeiro desde a década de 1860, o futuro gênero de música popular chamado de maxixe ia surgir a partir de 1880 acompanhando a maneira exageradamente requebrada de dançar tal tipo de execução, principalmente de polca-tango. Isso poderia ser comprovado quando, a 17 de abril de 1883, na cena cômica intitulada Aí, Caradura!, o ator Vasques mostrava um carioca, em cuja casa se realizava um baile, a incitar seu convidado caradura (hoje cara de pau) a demonstrar suas habilidades de dançarino dizendo: "Vamos, seu Manduca, não me seja mole: eu quero ver isso de maxixe!" O que realmente acontecia obedecendo a seguinte rubrica do texto: "A orquestra executa uma polca-tango, e ele depois de dançar algum tempo, grita entusiasmado: – Aí caradura!". Ao que acrescentava a indicação: "(Canta: No maxixe requebrado/ Nada perde o maganão!/ Ou aperta a pobre moça/ Ou lhe arruma um beliscão!)".
Foi, pois, o estilo de tal forma malandra e exagerada de dançar o ritmo quebrado da polca-tango que acabaria por fazer surgir o maxixe como gênero musical autônomo, ao estruturar-se pelos fins do século XIX sua forma básica: a exageração dos baixos – inclusive pelos instrumentos de tessitura grave das bandas – conforme o acompanhamento normalmente já cheio de descaídas dos músicos de choro. Ou, como explicava no artigo Variações sobre o Maxixe o maestro Guerra-Peixe, "melodia contrapontada pela baixaria, passagens melódicas à guisa de contraponto ou variações e, em alguns casos, baixaria tomando importância capital".
Definido como gênero autônomo, o maxixe, contaminado pelo preconceito em relação ao baixo nível social em que surgira – os forrobodós ou bailes populares também chamados de maxixes –, continuaria a ser cultivado musicalmente até inícios do século XX, muitas vezes encoberto pelos nomes de tango ou tanguinho (caso dos tangos pianísticos de Ernesto Nazareth). E, enquanto dança, progressivamente submetido à estilização dos seus passos – como logo faria o bailarino Antonio Lopes Amorim Diniz, o Duque – a fim de permitir sua aceitação nas salas e salões das classes média e alta. Transformada em número obrigatório do teatro de revistas (desde o quadro Um Maxixe da Cidade Nova, da peça O Bilontra, de Artur Azevedo, de 1866), a dança do maxixe seria levada para a Europa no início dos 1900 para tornar-se – sob o nome de tango brasileiro – uma onda da moda, favorecida por sua atração de coisa exótica. E isso a ponto de estimular compositores locais a tentar o gênero, como aconteceria com o francês Charles Borel Clerk com sua criação intitulada La Matchichinette, consagradora da novidade: "C’est la chanson nouvelle/ Mademoiselle/ C’est la chanson que esguiche/ C’est le matchiche".
A maior prova da repercussão alcançada pelo maxixe na Europa, porém, seria fornecida pela literatura. Em suas Memórias escritas na década de 1960, o escritor soviético Ilia Ehrenburg, ao recordar no capítulo Infância e Juventude, no primeiro volume, da agitada vida russa de 1905, lembrava que, já então, "em lugar da mignone e da chacona da minha infância, as moças estudavam, diante das assustadas mamães, o cake-walk e o maxixe". Em outro livro de memórias – este do escritor Paul Léautaud, no Journal Littéraire – o ensaista e cronista recordava uma recepção na casa de Mme. Dehaynin, num domingo de novembro de 1905, em que, após o jantar, "a senhorita Marcelle Dehaynin, acompanhada ao piano por sua mãe, dançou para nós o cake-walk, o matchice etc. E ainda antes da Primeira Grande Guerra, enquanto Georges Courteline dedicava uma de suas pequenas cenas cômicas ao diálogo de suas parisienses a discutir futilidades como infidelidade dos maridos, festas e o maxixe, o poeta Jean Richepin – segundo revelava o cronista Alvaro Moreyra em 1914 – provocava a Academia Francesa com uma conferência sobre o tango e o maxixe.

Valsa













A Valsa é uma dança de compasso ternário (ritmo) (3/4) com origem em danças camponesas tradicionais austríacas.
Durante meados do século XVIII, a “allemande”, muito popular em França, já antecipava, em alguns aspectos, a valsa. Carl Maria von Weber, com as suas "Douze Allemandes", e, mais especificamente com o "Convite à dança" (também conhecido por "Convite à valsa"), de 1820, pode ser considerado o pai do gênero.
Originalmente dançada como uma das figuras da contradança, com braços entrelaçados ao nível da cintura, tornou-se logo uma dança independente com contato mais próximo entre os parceiros. No fim do século XVIII a antiga dança campesina passou a ser aceita pela alta sociedade - especialmente pela sociedade vienense.
Embora conhecida desde o século XV, quando surgiu na Alemanha, a valsa só seria aprovada na Europa no início do século XIX, quando se expandiu como uma das danças de salão mais apreciadas no mundo ocidental. Foi por essa época (1808) que a família real portuguesa a trouxe para o Brasil. Gênero ternário, o primeiro a ser dançado por pares enlaçados, a valsa adquiriu formas distintas ao adaptar-se ao gosto dos países que a importaram. Assim aconteceu no Brasil, onde está presente em todos os níveis musicais, do folclórico ao erudito, destacando-se principalmente no popular.
A mais antiga notícia que se tem de valsas brasileiras encontra-se no diário de Sigismund Neukomm, músico austríaco que viveu no Rio de Janeiro entre 1816 e 1821. Lá, nos dias 6 e 16/11/1816, estão registrados a realização de uma fantasia sobre uma pequena valsa e os arranjos para orquestra, com trios, de outras seis compostas por S.A.R., o príncipe Dom Pedro. Pertenceria assim a Sua Alteza Real, o então jovem príncipe, depois Imperador Pedro I, a primazia da autoria de valsas no Brasil.
Embora viesse a se tornar um dos gêneros mais difundidos, a valsa só começou a se firmar entre nós na segunda metade do século XIX, a princípio como composição instrumental e depois, já na virada do século XX, como canção. A partir de então consolidou-se como forma preferida de música romântica, hegemonia que só veio a perder no final da década de 1940 para o samba-canção. Seu prestígio chegou a influenciar a própria modinha, que acabou adotando o padrão três-por-quatro. Fizeram valsas no século XIX compositores como Salvador Fábregas, Francisco Libânio Colás, João Batista Cimbres, Antônio dos Santos Bocot, o erudito Carlos Gomes e os grandes Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga e Anacleto de Medeiros.
A palavra tem origem no alemão Walzen, que significa girar ou deslizar. É uma dança de compasso ternário (3/4) com acento no primeiro tempo e um padrão básico de passos-passo-espera, resultando em um deslizar vivamente pelo salão.
Note-se que o nome da música que acompanha a dança também é valsa. Os compositores mais famosos do estilo são, sem dúvida, os Strauss. O estilo foi depois reinterpretado por compositores como Chopin, Brahms e Ravel.
A valsa chega ao Brasil com a corte portuguesa em 1808, e seria a dança de salão de preferência da elite do Rio de Janeiro até a chegada da polca em 1845. Ao longo da segunda metade do século XIX ela continuaria tendo grande aceitação e seria, nas palavras do pesquisador José Ramos Tinhorão, um dos "únicos espaços públicos de aproximação que a época oferecia a namorados e amantes”.
Entre os compositores brasileiros que se destacaram neste gênero temos: Villa Lobos, Carlos Gomes, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazaré, Pixinguinha, Tom Jobim e Chico Buarque, entre outros. Apesar de já não ter a popularidade de antes, está presente com frequência em bailes de formatura e casamentos.

Pagode












Pagode é um gênero musical brasileiro originado no Rio de Janeiro a partir da cena musical do samba. Estilo musical mais comum nas favelas.
O pagode designa festas, reuniões para se compartilhar amizades, música, comida e bebida. Surge como celebração do samba em meados do século XIX e se consolida no século XX no Rio de Janeiro. Mesmo antes já eram celebradas estas festas em senzalas de escravos negros e quilombos. Com a abolição da escravatura e fixação dos negros libertos no Rio de Janeiro - muitos deles negros bahianos, e que têm uma relação intrinseca com o sincretismo de religiões de origem africana, como o candomblé, a macumba - o pagode se consolida com a necessidade de compartilhar e construir identidade de um povo recém liberto, e que precisa dar outra função ao corpo que até então é somente instrumento de trabalho. Por isso a relação estreita entre música e dança na cultura de origem africana, além do fato de ter a síncopa como principal caracteristica da construção técnica-musical, derivada da percussão marcadora do ritmo.
Antigamente, pagode era considerado como festa de escravos nas senzalas. No final da década de 1970, no Rio de Janeiro o termo passou a ser associado a festas em casas e quadras dos subúrbios cariocas, nos calçadões de bares do Centro do Rio e da periferia, regadas a bebida e com muito samba. A palavra pagode no sentido corrente surgiu de festas em favelas e nos fundos de quintais cariocas que falavam sobre sentimentos (alegrias e tristezas) das pessoas que lá moravam.
O 'samba adquiriu diferentes formatos ao longo de várias décadas, entre os quais, "samba de breque", "samba-canção", "samba-enredo", "samba de partido-alto", , "samba-puladinho", "samba-sincopado" (ou gafieira), "samba de rancho", "samba de roda", "samba com Axé" e Samba-Reggae". O pagode é mais uma forma derivada do samba no final da década de 1970.
Para alguns, o pagode apresenta nítidas diferenciações do samba que era feito até então. Tem andamento mais ligeiro, agressivo, além de introduzir o repique de mão criado pelo músico Ubirany, do grupo Fundo de Quintal, o tantã (criado pelo músico e compositor Sereno, do grupo Fundo de Quintal) e o banjo com braço de cavaquinho (criado por Almir Guineto). É um ritmo de mais festeiro do que o samba tradicional.
Gênero tipicamente popular, o pagode tornou-se logo sucesso nacional em festas nos subúrbios da cidade do Rio de Janeiro, especialmente pela aglutinação espontânea de sambistas em Ramos, Abolição, Madureira, Oswaldo Cruz, Vista Alegre, entre outros.
Os primeiros pagodeiros de destaque foram Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Caprí, Deni de Lima, o grupo Fundo de Quintal, Jovelina Pérola Negra, Jorge Aragão, Mauro Diniz e Nei Lopes. Um importante álbum do gênero é "Raça Brasileira", de 1985, que conta com a participação de muitos destes artistas. No ano seguinte, seria lançado o primeiro álbum de Zeca Pagodinho, que obteve vendagens expressivas.
Com o passar do tempo, o gênero passou a aceitar ás vezes instrumentos como o teclado (como em "Parabéns Pra Você", do Fundo de Quintal). E na década de 1990, o pagode de raiz foi perdendo cada vez mais terreno para um variante mais comercial, com grandes índices de vendagem. Grupos não só cariocas, mas também paulistanos tiveram. um êxito, notadamente por tocarem um estilo mais romântico. Hoje, este pagode comercial convive com o de raiz, e ambos têm sucesso comercial no Brasil.

Batuque (Cabo Verde)












Como género musical, o batuque caracteriza-se por ter um andamento moderato, um compasso de 6/8 ou 3/4, e tradicionalmente ser apenas melódico, isto é, ser apenas cantado, sem acompanhamento polifónico. Comparado com os outros géneros musicais de Cabo Verde, o batuque estrutura-se no canto-resposta, e é o único que apresenta uma polirritmia. De facto, analisando o ritmo, descobre-se que o mesmo é uma sobreposição de um ritmo de 3 tempos sobre um ritmo de 2 tempos.
Na sua forma tradicional, o batuque organiza-se como se fosse um crescendo orquestral. Tem dois movimentos (se é que se pode chamá-los assim):
Antigamente, a peça musical começava com uma introdução na cimboa, que fornecia a linha melódica base. Hoje em dia, o uso deste instrumento está praticamente extinto. O primeiro movimento é chamado, em crioulo, de galion. Neste movimento, uma das executantes (chamadas batukaderas), efectua um batimento polirrítmico, enquanto que as restantes executantes efectuam um batimento de dois tempos, batendo palmas ou batendo num pano. A cantora solista (chamada kantadera proféta) entoa uma melopeia que logo a seguir é repetida (chamado ronca baxon) em uníssono pelas restantes cantoras (chamadas kantaderas di kunpanha). Esses versos, provérbios improvisados, que abordam temas diversos do quotidiano desde o louvar a certas personalidades até críticas sociais, são chamados finason. Essa estrutura de canto-resposta continua até o segundo movimento.
O segundo movimento é chamado txabéta. Este movimento corresponde a um clímax orquestral, em que todas as executantes efectuam o mesmo batimento polirrítmico em uníssono, e todas as cantoras cantam o mesmo verso em uníssono, que funciona como refrão.
Modernamente, o batuque tem sido composto de outra forma por compositores recentes. A música apoia-se num suporte polifónico (sequência de acordes), e apresenta uma estrutura similar aos outros géneros musicais de Cabo Verde, em que as estrofes musicais vão alternando com um refrão.
Como dança, o batuque tradicional desenrola-se segundo um ritual preciso.
Numa sessão de batuque, um conjunto de intérpretes (quase sempre unicamente mulheres) organizam-se em círculo num cenário chamado terreru. Esse cenário não tem de ser um lugar específico, pode ser um quintal de uma casa ou no exterior, numa praça pública, por exemplo.
A peça musical começa com as executantes (que podem ou não ser simultaneamente batukaderas e kantaderas) desempenhando o primeiro movimento, enquanto que uma das executantes dirige-se para o interior do círculo para efectuar a dança. Neste primeiro movimento a dança é feita apenas com o oscilar do corpo, com o movimento alternado das pernas a marcar o tempo forte do ritmo.
No segundo movimento, enquanto as executantes interpretam o ritmo e o canto em uníssono, a executante que está a dançar muda a dança. Neste caso, a dança (chamada da ku tornu) é feita com um requebrar das ancas, conseguido através de flexões rápidas dos joelhos, acompanhando o ritmo.
Quando a peça musical acaba, a executante que estava a dançar retira-se, outra vem substitui-la, e inicia-se uma nova peça musical. Estas interpretações podem arrastar-se por horas.
O batuque é provavelmente o género musical mais antigo de Cabo Verde, mas só há registos escritos acerca do batuque a partir do séc. XIX. Presentemente só se encontra na ilha de Santiago, e é no Tarrafal onde se vive com mais intensidade este género musical. Todavia, há indícios que já existiu em todas as ilhas de Cabo Verde.
Segundo Carlos Gonçalves[3], o batuque não seria um género musical transposto do continente africano.O batuque sempre foi hostilizado pela administração portuguesa, por ser considerado «africano», e pela Igreja, mas foi durante a política do Estado Novo que essa perseguição foi mais forte. O batuque chegou a ser proibido nos centros urbanos, e chegou a estar moribundo a partir dos anos 50. Depois da independência houve um interesse em fazer ressurgir certos géneros musicais. Mas é nos anos 90 que o batuque teve um verdadeiro renascimento, com jovens compositores (Orlando Pantera, Tcheka, Vadú, etc.) fazendo trabalhos de pesquisa e conferindo uma nova forma ao batuque, sendo interpretado por também jovens cantores (Lura, Mayra Andrade, Nancy Vieira, etc.).

Flamenco












O flamenco é um estilo musical e um tipo de dança fortemente influenciado pela cultura cigana, mas que tem raízes mais profundas na cultura musical mourisca, influência de árabes e judeus. A cultura do flamenco é associada principalmente a Andaluzia na Espanha, e tornou-se um dos ícones da música espanhola e até mesmo da cultura espanhola em geral.

O "novo flamenco" é uma variação recente do flamenco que sofreu influências da música moderna, como a rumba, a Salsa, o pop, o rock e o jazz
Originalmente, o flamenco consistia apenas de canto (cante) sem acompanhamento. Depois começou a ser acompanhado por guitarra (toque), palmas, sapateado e dança (baile). O “toque” e o “baile” podem também ser utilizados sem o “cante”, embora o canto permaneça no coração da tradição do flamenco. Mais recentemente outros instrumentos como o “cájon” (uma caixa de madeira usada como percussão) e as castanholas foram também introduzidos.
Muitos dos detalhes do desenvolvimento do flamenco foram perdidos na história da Espanha e existem várias razões para essa falta de evidências históricas:
Os tempos turbulentos dos povos envolvidos na cultura do flamenco. Os mouros, os ciganos e os judeus foram todos perseguidos e expulsos pela inquisição espanhola em diversos tempos durante a “Reconquista”
Os ciganos possuíam principalmente uma cultura oral. As suas músicas eram passadas às novas gerações através de actuações em comunidade
O flamenco não foi considerado uma forma arte sobre a qual valesse a pena escrever durante muito tempo. Durante a sua existência, o flamenco esteve dentro e fora de moda por diversas vezes.
Granada, o último reduto dos mouros, caiu em 1492, quando os exércitos de Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela (os reis católicos) reconquistaram esta cidade após cerca de 800 anos de domínio muçulmano. O Tratado de Granada foi criado para assegurar as bases da tolerância religiosa, conseguindo com isso que os muçulmanos se rendessem pacificamente. Durante alguns anos existiu uma tensa calma em Granada e à sua volta, no entanto, à inquisição não lhe agradava a tolerância religiosa relativamente aos judeus e aos muçulmanos e conseguiu convencer Fernando e Isabel a quebrarem o tratado e a forçar os judeus e os mouros a converterem-se a cristianismo ou deixarem a Espanha de vez. Em 1499, cerca de 50.000 mouros foram coagidos a tomar parte de um baptismo em massa. Durante a rebelião que se seguiu, as pessoas que recusaram baptizar-se ou serem deportadas para África, foram pura e simplesmente eliminadas. Como consequência desta situação, assistiu-se à fuga de mouros, ciganos e judeus para as montanhas e regiões rurais.
Foi nesta situação social e economicamente difícil que as culturas musicais de judeus, ciganos e mouros começaram a fundir-se no que se tornaria a forma básica do flamenco: O estilo de cantar dos mouros, que expressava a sua vida difícil na Andaluzia, as diferentes “compas” (estilos rítmicos), palmas ritmadas e movimentos de dança básicos. Muitas das músicas flamencas aindas reflectem o espírito desesperado, a luta, a esperança, o orgulho e as festas nocturnas durante essa época. Música mais recente de outras regiões de Espanha, influenciaram e foram influenciadas pelo estilo tradicional do flamenco.
Durante a chamada época de ouro do flamenco, entre 1869 e 1910, o flamenco desenvolveu-se rapidamente nos chamados “cafés cantantes”. Os dançarinos de flamenco também se tornaram numa das maiores atracções para o público desses cafés. Ao mesmo tempo, os guitarristas que suportavam esses dançarinos, foram ganhando reputação e dessa forma, nasceu, como uma arte própria, a guitarra do flamenco. Julián Arcas foi um dos primeiros compositores a escrever música flamenca especialmente para a guitarra.
Pintura de Edouard ManetA guitarra flamenca,e a muito parecida guitarra clássica, é descendente do alaúde. Pensa-se que as primeiras guitarras terão aparecido em Espanha no século XV. A guitarra de flamenco tradicional é feita de madeira de cipreste e abeto, é mais leve e um pouco menor que a guitarra clássica, com o objectivo de produzir um som mais agudo.
Em 1922, um dos maiores escritores espanhóis, Federico García Lorca e o compositor de renome Manuel de Falla organizaram a “Fiesta del cante jondo”, um festival de música folclórica dedicada ao “cante jondo”. Fizeram-no a fim de estimular o interesse no flamenco que nessa altura estava fora de moda. Dois dos mais importantes poemas de Lorca, “Poema del cante jondo” e Romancero gitano”, mostram a fascinação que este tinha pelo flamenco.

Xote












Xote é, atualmente no Brasil, uma modalidade de Forró. O xote se originou a partir de uma dança típica de Portugal do século XIX, trazida ao país pelos colonizadores europeus e, a partir daí, caído no gosto dos escravos brasileiros.
O xote é dançado devagar, é encostar a cabeça no ombro do parceiro, fechar os olhos, e dois pra lá e dois pra cá, é uma dança bem chão, ou seja pés no chão. Os dançarinos usam com roupa as meninas vestidos até o joelho ou tornozelo, bem rodados, fitas e qualquer outras coisas no cabelo enfeitando como rosas, já os homens calças e camisas estampadas, uma bela música de xote devagar e é só dança. O ritmo inspira muita sensualidade e também nos seus movimentos. Xote é uma modalidade do baião, é um ritmo mais lento, romântico, no qual o casal dança lento com poucas evoluções e está sempre com caráter sensual, meio jocoso.
XOTE BRAGANTINO
O "Xote" (Schotinch) tem sua origem na mais famosa dança folclórica da Escócia na segunda metade do século XIX. Aos poucos foi conquistando a Europa. Na Alemanha ganhou um ritmo valsado pela influência da Valsa Vienense. Na Inglaterra a dança era saltitante. Já na França os passos ganharam ritmo semi- clássico, com um andamento um tanto mais lento que o atual. Talvez por causa da indumentária feminina que, naquela época, dificultava os movimentos rápidos. Trazida para o Brasil pelos colonizadores, despertou, desde o início, um grande interesse no povo brasileiro que, por sua vez, também fez seus acréscimos. No Estado do Pará os portugueses cultivavam o chote com bastante entusiasmo em todas as reuniões festivas assistidas de longe pelos escravos africanos. A dança foi aproveitada, de fato, pelos negros em 1798, quando eles fundaram a Irmandade de São Benedito, no município de Bragança, que deu origem à Marujada. Outras danças de origem européia também vieram formar o novo ritmo, mas é no "Xote" que está o maior interesse do povo bragantino nas apresentações públicas da "Marujada". A dança é executada repetidas vezes, valendo acrescentar que até mesmo os jovens bragantinos preferem o "Xote" a qualquer outra dança popular.
Coreografia
Os movimentos coreográficos do "Xote" primitivo praticamente já não existem em Bragança. Lá o povo fez belas adaptações, criando detalhes de impressionante efeito visual, que sempre despertam grande entusiasmo em todas as pessoas que assistem e se empolgam com a graciosa desenvoltura das dançarinas.
Acompanhamento Musical
Utilizando os mesmos instrumentos típicos das demais danças folclóricas paraenses, o "Xote" tem, obrigatoriamente, solos de violino (rabeca) e o canto, puxado por um dos integrantes do conjunto musical.
O Xote gaúcho tem origem no 'schotis' europeu e sofreu aqui algumas mudanças que são naturais a qualquer manifestação cultural que tenha migrado de um continente a outro com características distintas, porém sem perder a essência de seu precursor europeu dotado de inspiradas melodias. É um dos poucos ritmos de andamento quaternário que se tem aqui no RGS, sendo que a melodia está em divisão de colcheias pode em certas partes dobrar para semi colcheias, o que serve para os executantes demonstrarem todo seu virtuosismo, principalmente o acordeon, o violão ou guitarra. Por seu andamento médio, o xote dá condições a que os pares dancem de maneira figurada realizando as mais variadas coreografias. O Xote com sua vivacidade e alegria é um gênero, cantado ou instrumental indispensável nos bailes gaúchos.

Polca












Polca, estilo musical e de dança, de compasso binário, com uma figuração rítmica característica no acompanhamento. Originou-se na região da Boêmia (Império Austríaco), no início do século XIX, com difusão posterior por toda a Europa e parte da América.
Dança popular da Boêmia (parta do antigo Império Austro-Húngaro integrada à Tchecoslováquia), introduzida nos salões europeus da era pós-napoleônica com o atrativo da aproximação física dos dançarinos, ao prever duas possibilidades de evolução do par enlaçado: rodeando (um giro após seis passos, com meio giro no terceiro, e outro depois dos três últimos), ou, mais animadamente, com rápidos pulinhos nas pontas dos pés. Tudo dentro de um compasso binário simples, de movimento em allegretto, cujo ritmo à base de colcheias e semicolcheias, com breves pausas regulares no fim do compasso, permitia aos pares as novas possibilidades de aproximação dos corpos que viria a chamar popularmente de dançar agarrado.
Interpretada pela primeira vez no Brasil na noite de 3 de julho de 1845 no palco do Teatro São Pedro, no Rio de Janeiro, pelas duplas de atores Felipe e Carolina Cotton e Da Vecchi e Farina – segundo pesquisa de Vicente de Paula Araújo em jornais da época – a polca espalhou-se pelos salões de todo o país como uma espécie de febre que explicaria, inclusive, a criação em 1846 de uma Sociedade Constante Polca na côrte carioca. Cultivada por compositores de teatro musicado e amadores componentes de grupos de choro, a polca acabaria por fundir-se com outros gêneros locais de música popular desde a virada dos séculos XIX/XX, para chegar à era dos discos mecânicos. E isso demonstrado pelo levantamento de centenas de gravações, entre 1902 e 1927, de polcas dobrado, galope, fado, fadinho, lundu, tango e, ainda em criações originais tipo polca militar e polca carnavalesca.
A polca foi revivida após a década de 1930 em composições eventuais agora sob as firmas de polca-choro, polca-maxixe, polca-baião e até numa curiosa experiência de polca-canção. E mais ainda recentemente, alcançaria a glória de receber, em 1950, notícia histórica posta em música, com seu ritmo, na composição de Luís Peixoto e José Maria de Abreu E Tome Polca, gravada pela cantora Marlene.

Bebop












O Bebop representa uma das correntes mais influentes do Jazz.
O nome "Bebop" provém da onomatopéia feita ao imitar o som das centenas de martelos que batiam no metal na construção das ferrovias americanas, gerando uma "melodia" cheia de pequenas notas. Segundo alguns jazzistas, as melodias ágeis e velozes do seu estilo musical se assemelhavam ao som produzido pelos martelos nas obras das ferrovias.
O bebop privilegia os pequenos conjuntos, como os trios, os quartetos e os solistas de grande virtuosismo. Talvez o elemento que sofreu a maior modificação dentro da revolução bebop tenha sido o ritmo, com a proliferação de síncopas e de figuras rítmicas complexas. O fraseado é flexível, nervoso, cheio de saltos que exigem uma técnica instrumental muito desenvolvida. Além dos fundadores Charlie Parker e Dizzy Gillespie, encontramos entre os expoentes do bebop os músicos que se encontravam regularmente no "Minton´s Playhouse", clube localizado em um bairro de Manhattan em Nova York chamado "Harlem" e na 52nd Street, como o pianista Thelonious Monk, Miles Davis e John Coltrane, os bateristas Kenny Clarke e Max Roach e o guitarrista Charlie Christian; e também o vibrafonista Milt Jackson, o pianista Bud Powell e o trombonista Jay Jay Johnson.
Um clássico do Bebop é Donna Lee, de Charlie Parker.
Várias escolas e estilos jazzísticos se sucederam ao longo do tempo, enriquecendo o estilo e adaptando-o aos diferentes contextos históricos: seguiram-se a sistematização e a organização impostas primeiramente pelas bandas que se iam formando nos diversos centros urbanos dos Estados Unidos e, depois, pelas Big Bands da era do Swing, na década de 1930. O jazz ganha, assim, uma identidade que o vai firmar como um estilo musical autônomo. Assim Bebop. Ele representava uma tentativa de libertar o jazzista das amarras impostas pela música padronizada do swing.
O jazz voltava a ser a música que tocava nos cabarés, nos bordéis e nos inferninhos – lugares que o homem comum sempre freqüentou. Os monstros sagrados do jazz tocavam em bares, casas de shows e cabarés populares.
Com o Bebop, o jazz retoma as suas raízes improvisatórias, já que a era do swing havia transformado o jazz numa grande linha de montagem musical. À música estandardizada característica da era do swing, os Boppers contrapuseram uma música essencialmente dissonante, tortuosa, em que a norma era justamente a subversão da previsibilidade melódica. O bebop representou, assim, a revolução do jazz moderno.

Street Dance












As primeiras manifestações surgiram na época da grande crise econômica dos EUA, em 1929, quando os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados e foram para as ruas fazer seus shows.
Em 1967, o cantor James Brown lançou essa dança através do Funk (é preciso deixar bem claro que o funk carioca NÃO É IGUAL ao funk original imortalizado além de James Brown, pelo Le Gusta, Paula Lima, Tim Maia, Ed Motta, Jorge Ben, Seu Jorge, Funk N' Lata, Olodum, Sandra de Sá, Thaide e DJ Hum, Funk dos anos 80 em geral, Aretha Franklin, Marvin Gaye, Funkadelic, entre outros.). O funk carioca é conhecido como "pancadão"
O Breaking, uma das vertentes do Street Dance, explodiu nos EUA em 1981 e se expandiu mundialmente, sendo que, no Brasil, devido à sua cultura, os dançarinos incorporaram novos elementos de dança.
Em janeiro de 1991, foi criado na cidade de Santos, o primeiro curso de “Dança de Rua” no Brasil, idealizado e introduzido pelo coreógrafo e bailarino Marcelo Cirino, baseado em trabalho prático e de pesquisa, desde 1982.
O curso virou projeto e para alguns “religião”, sempre com o apoio da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Santos.
Hoje sua repercussão mundial, retrata o reconhecimento do trabalho e não um simples modismo.
Existem dois tipos de danças de ruas. A dança de rua vinculada ao movimento Hip Hop e a dança de rua vinculada às academias e estúdios de dança, o famoso street dance.
No Street Dance nós podemos caracterizar essas informações abaixo como:
1 - Um trabalho de coordenação motora com ritmo e musicalidade.
2 - Nesse ritmo, dá-se mais atenção aos movimentos fortes e enérgicos executados pelos braços, pernas, movimentos acrobaticos coregrafados, saltos e saltos mortais. Sempre saem bons resultados com grupos grandes (pelas figuras que formam).
3 - No início de sua difusão a maioria dos dançarinos de street dance eram homens, porém hoje encontra-se um maior espaço para todos os gêneros sexuais.
4 - São usadas músicas que tenham batidas fortes e marcantes,algumas músicas eletrônicas e em geral músicas cantadas em cima dos breakbeats.
5 - No Brasil a dança teve seu início marcado pelo grupo Dança de Rua do Brasil que abriu espaço para muitos outros grupos importantes como: Street Soul sob orientação de Ana Cristina (Curitiba-Paraná), Heart Beat e cia. sob orientação de Octávio Nassur (Curitiba Paraná), Companhia de perfomance sob Orientação de Tatiana Sanchis (São Paulo -SP), Ritmos de Rua sob orientação de Edson Guiu (São Paulo - SP), The Face com direção de Haysten,(São Paulo-sp)the master fênix com direção de Max Anderson entre outros.
a Dança de Rua quando vinculada ao movimento Hip Hop toma um outro sentido na história e em sua formação.
Hip (inglês) - quadril // Hop (inglês) - pulo
1 - Existem três estilos de dança dentro do Hip Hop (alguns podem considerar quatro já veremos por que):
a)O Breaking, executados pelos B.Boys ou B.Girls
b)O Locking, executados por lockers
c)O Popping, executado por poppers
2 - O "Break Beat" é a batida de fundo repetitiva muito conhecida pelos Mcs em seus shows, os Djs entram e tocam a música e os dançarinos (b.boys ou b.girls) fazem a sua dança nessa batida da música.
3 - Difere-se do Street Dance pois o Hip Hop utiliza-se das danças sociais conhecidas como, harlem shake, happing feet, monastery e etc, enquanto o Street Dance além desses estilos se utiliza também das linguagens corporais do Jazz, Dança Contemporânea, e outros movimentos conhecidos pelo corpo do dançarino e do coreografo. Em outras palavras, o Hip Hop é um estilo de dança mais dinâmico, já que este veio de festas enquanto o Street Dance de academias se limita mais as coreografias.
4 - Uma das grandes características do Street Dance vinculada ao Hip Hop é a improvisação, que algo momentâneo e acontece com mistura de linguagens entre, encenação teatral, mímica e dança.
5 - Tem seu nascimento nos Estados Unidos da América, o leste e o oeste norte americano tem expoentes diferentes de estilos e de representantes no Street Dance.

Death metal












O death metal é uma das diversas ramificações do heavy metal. Surgiu simultaneamente em várias partes do mundo, como EUA, Brasil e Suécia, na década de 1980. O estilo tem raízes no thrash metal, porém ele apresenta mais agressividade que seu antecessor, letras com temas niilistas, sobre violência, morte e sobre a fragilidade da vida humana.
O vocal gutural é uma das características mais notáveis das bandas de death metal. Os vocais normalmente são guturais graves (podendo ter algumas variações para guturais agudos).
A bateria é mais cadenciada e faz uso intensivo da técnica de "Blast Beat" (técnicas herdadas do Jazz e Fusion) que emite um som semelhante ao de uma "metralhadora".
As letras das bandas do estilo possuem temas mórbidos relacionados à morte, violência, filmes de terror, filosofia, batalhas épicas,e até mesmo algumas sobre o Satanismo, etc.
O death metal às vezes é confundido com outras formas de metal extremo como o black metal por ambos possuírem algumas características em comum, como o vocal gutural e sua extrema agressividade.
Os primóridos do gênero se encontram nas primeiras bandas que fundiram o peso do Heavy metal com a velocidade e crueza do Punk Hardcore: o Venom, do lado Metal, e o Discharge e a banda da Inglaterra GBH (abreviação de Grievous Bodily Harm), do lado Punk Rock.
Cabe dizer que essas mesmas bandas influenciaram o advento do Thrash metal nos Estados Unidos. Deste gênero, a mais importante para o Death Metal, de longe, é o Slayer. Sua influência é assombrosa na segunda geração do Death Metal, principalmente naquelas do cenário de Tampa Bay, Flórida (Death, Morbid Angel, Deicide, Monstrosity, Cynic e Obituary, entre outros).
Por volta de 1983, bandas como Death, Possessed e Master começaram a se formar. Alguns acham que o death metal feito nesta época tinha influências muito profundas do thrash metal e preferem chamar o estilo musical dos álbuns lançados neste período de pós-thrash. A descrição mais apropriada para o gênero musical destas bandas seria o de um thrash metal mais agressivo, os primeiros exemplos deste gênero são: o álbum Seven Churches de do Possessed (considerado por muitos o primeiro álbum de death metal da história) e diversas demonstrações do Death, que na época ainda se chamava Mantas. Uma das mais importantes destas demos foi a Death by Metal, que muitos acreditam que foi de onde surgiu o nome da banda Death e do estilo musical death metal.
A partir de 1988 a sonoridade destas bandas evoluiu para o death metal, consolidando um novo estilo musical bem diferente do thrash metal.

Death metal melódico












O Death metal melódico, também chamado de melodic death metal ou melodeath, é um subgênero do death metal. Como o nome sugere, ele é mais melódico, menos brutal e tem mais solos de guitarra do que seu gênero-mãe. Também há presença de vocal limpo em algumas partes de algumas músicas, ao invés do vocal gutural ou rasgado em todas as músicas, como acontece no death metal puro.
As bandas precursoras desta variação do death metal foram o Dismember, Dissection, In Flames, Dark Tranquillity, At The Gates, e Carcass.
A cidade de Gotemburgo, Suécia, é considerada a cidade onde o death metal melódico "mora". Muitas bandas originárias de lá aderiram a esse som e, por isto, o death metal melódico também é muitas vezes chamado de Gothenburg Metal. Algumas bandas dessa cidade são: In Flames, At The Gates, Arch Enemy, Soilwork e Dark Tranquillity.
Existe um grande debate entre os apreciadores de Metal sobre casos de bandas como o Children of Bodom, que fazem um som que alguns chamam de Death Metal melódico, enquanto outros chamam de Power/speed metal extremo, isto é, uma mistura de Power Metal e Speed Metal, só que mais pesados e com uso de vocal gutural ou rasgado. Um dos argumentos dos que defendem este termo para o Children of Bodom é de que há uma grande semelhança entre este e a banda de power metal Stratovarius. Muitas instâncias do som das duas bandas se parecem. Devido a isso, muitos apelidam o Children of Bodom de "Stratovarius do Inferno".
Outras bandas que estão dentro desta discussão são o Kalmah e o Norther.

Gothic metal












O Gothic Metal, também conhecido como Goth Metal ou Metal Gótico caracteriza-se por seu clima melancólico e um enfoque sombrio em temas como religião, sexualidade e morte. A maioria das bandas do gênero utilizam elementos da Música erudita como coros e orquestras (produzidos, na maioria das vezes, por sintetizadores). Vocais líricos também são utilizados.
O termo foi cunhado por Nick Holmes, vocalista do Paradise Lost.
O Goth Metal é considerado um gênero musical bastante amplo gerando diversas discussões sobre o que é necessário para uma banda ser considerada do estilo Gothic Metal. Alguns pontos comuns entre estas bandas podem ser citados abaixo:

Os violões estão presentes em diversas canções de bandas de gothic metal, principalmente nas bandas que possuem dois guitarristas.
A afinação dos instrumentos de corda tende a ser mais grave que o normal ; variam entre D (Tiamat, Paradise Lost), (My Dying Bride), ou até B (Type O Negative, Lacuna Coil.
Os teclados tem um papel de destaque neste estilo, muitas vezes substituíndo uma das guitarras. Os teclados são também utilizados para simular outros instrumentos em sua maioria de sopro ou de cordas. Os teclados tendem a auxiliar o baixo na criação da atmosfera e clima das canções.
Os vocais podem ser feitos por um vocal tanto masculino quanto feminino, ou mesmo ambos. Os vocais masculinos podem ser tanto de um tenor ou barítono quanto guturais. Já os vocais femininos tendem a ser agudos e operísticos (geralmente soprano), por vezes cantados em um tom regular com vários efeitos de reverberação. Nos backing vocals temos a utilização de coros e de canto gregoriano.
A atmosfera das canções de Gothic Metal é sombria, porém sem a lentidão do Doom metal ou a virtuose do symphonic metal e do power metal (estilos musicais às vezes associados ao Gothic Metal, por causa de bandas como Nightwish e Within Temptation).
Além da sua cadência sombria, a característica mais marcante do Goth metal é sua natureza "progressista". De Fado (Moonspell), Trip Hop (My Dying Bride) à Rock alternativo (Katatonia), os grupos de Gothic metal sempre estiveram dispostos a experimentar para transcender as barreiras do metal underground.
As letras do Gothic Metal abordam geralmente religião, horror, romances e histórias de fantasia que terminam em tragédia para as partes envolvidas. O cenário destas histórias é geralmente medieval ou New Age, mas muitos também se passam na era vitoriana, era romana ou na era moderna. Estas características são notadas em diversas bandas de Gothic Metal porém não são um pré-requisito.
É comum ver álbuns conceituais de Gothic Metal, onde as músicas do álbum são relacionadas de forma a contar uma única história como capítulos de um livro. Isto inspira os fãs a ouvirem o álbum por completo em vez de apenas algumas canções. Os álbuns Seclusion da banda Penumbra e Sufferion - Hamartia of Prudence da banda Silentium são alguns exemplos de álbuns conceituais de gothic metal.
Nos EUA o estilo foi capitaneado pelo Danzig, Shadow Project (a então nova banda de Rozz Williams) e o Type O Negative (à partir do Bloody Kisses). O Christian Death segue logo depois, assumindo definitivamente a influência do Heavy metal com três dos melhores álbums de sua carreira: Sexy Death God (1994), Prophecies (1996) e Pornographic Messiah (1998).
Mesmo tendo o mérito de aparecer ligeiramente antes dos grupos europeus de Goth metal, os representantes do estilo nos EUA tem uma grande desvantagem: eles nunca fizeram parte de uma "cena" coesa, tendo pouco ou nenhum contato entre si (com exceção das brigas entre o Christian Death pós-Williams e o Shadow Project).
O primeiro disco de Gothic Metal - apesar do termo ainda não ter sido cunhado - foi Icon (1993), do Paradise Lost. A banda simplificou suas músicas e se livrou dos riffs de Death metal e dos andamentos lúgubres do Doom metal. Nick Holmes também substituiu o seu vocal gutural por um timbre de voz bem parecido com o de James Hetfield (Metallica).
No mesmo ano é lançado Serenades do Anathema. Apesar de musicalmente situado dentro do Doom / Death Metal, o álbum tinha "Sleepless", um meio termo entre The Cure e Metallica que viria a ser, diretamente ou indiretamente, um modelo a ser seguido no emergente Gothic Metal.
Por último temos o Wildhoney (1994), do Tiamat. Considerado inclassificável quando lançado (não parecia com nada do underground metállico da época), o disco criou um novo precedente no mundo do Heavy metal. Wildhoney juntou mundos díspares - Slayer com Pink Floyd, p. ex. - e acabou sendo um dos álbums que definiu o Gothic metal. Seu clima melancólico, seus experimentalismos floydianos e alternância de Edlund entre seu vocal gutural e seu vocal mais "cantado" ainda servem de referência até hoje para muitas bandas de Gothic Metal.

MPB












Música popular do Brasil
A Música Popular Brasileira, ou MPB, é um gênero musical brasileiro. Apreciado principalmente pelas classes médias urbanas do Brasil, a MPB surgiu a partir de 1966,com a segunda geração da Bossa Nova. Depois, a MPB passou abranger outras misturas de ritmos como a do Rock e o Samba, dando origem a um estilo conhecido como Samba-Rock, a do Música Pop e do Samba, tendo como artistas famosos Gilberto Gil, Chico Buarque e outros e no final da década de 1990 a mistura da Música latina influenciada pelo Reggae e o Samba, dando origem a um gênero conhecido como Samba-reggae.
Apesar de abrangente, a MPB não deve ser confundida com Música do Brasil, em que esta abarca diversos gêneros da música nacional, entre os quais o Baião, a Bossa Nova, o Choro, o Frevo, o Samba Rock, o Forró, o Samba-reggae e a própria MPB.
A MPB surgiu exatamente em um momento de declínio da Bossa Nova, gênero renovador na música brasileira surgido na segunda metade da década de 1950. Influenciado pelo jazz norte-americano, a Bossa Nova deu novas marcas ao samba tradicional.
Arrastão, Vinícius de Moraes
Mas já na primeira metade da década de 1960, a Bossa Nova passaria por transformações e, a partir de uma nova geração de compositores, o movimento chegaria ao fim já na segunda metade daquela década. Uma canção que marca o fim da Bossa Nova e o início daquilo que se passaria a chamar de MPB é Arrastão, de Vinícius de Moraes (um dos percursores da Bossa) e Edu Lobo (músico novato que fazia parte de uma onda de renovação do movimento, marcada notadamente por um nacionalismo e uma reaproximação com o samba tradicional, como de Cartola).
Arrastão foi defendida, em 1965, por Elis Regina no I Festival de Música Popular Brasileira (TV Excelsior, Guarujá-SP). A partir dali, difundiriam-se artistas novatos, filhos da Bossa Nova, como Geraldo Vandré, Taiguara, Edu Lobo e Chico Buarque de Hollanda, que apareciam com freqüência em festivais de música popular. Bem-sucedidos como artistas, eles tinham pouco ou quase nada de bossa nova. Vencedoras do II Festival de Música Popular Brasileira, (São Paulo em 1966), Disparada, de Geraldo, e A Banda, de Chico, podem ser consideradas marcos desta ruptura e mutação da Bossa para MPB.
Era o início do que se rotularia como MPB, um gênero difuso que abarcaria diversas tendências da música brasileira durante as décadas seguintes. A MPB começou com um perfil marcadamente nacionalista, mas foi mudando e incorporando elementos de procedências várias, até pela pouca resistência, por parte dos músicos, em misturar gêneros musicais. Esta diversidade é até saudada e uma das marcas deste gênero musical. Pela própria hibridez é difícil defini-la.

Bossa Nova












Movimento renovador da música popular brasileira, surgido no Rio de Janeiro, na década de 1950. Caracterizou-se por harmonias elaboradas e letras coloquiais.
A bossa nova é um movimento da música popular brasileira surgido no final da década de 1950 e início da de 1960. De início, o termo era apenas relativo a um novo modo de cantar e tocar samba naquela época. Anos depois, Bossa Nova se tornaria um dos gêneros musicais brasileiros mais conhecidos em todo o mundo, especialmente associado a João Gilberto, Vinicius de Moraes, Antonio Carlos Jobim e Luiz Bonfá.
A palavra bossa apareceu pela primeira vez na década de 1930, em Coisas Nossas, samba do popular cantor Noel Rosa: O samba, a prontidão/e outras bossas,/são nossas coisas(...). A expressão bossa nova passou a ser utilizada também na década seguinte para aqueles sambas de breque, baseado no talento de improvisar paradas súbitas durante a música para encaixar falas.
Alguns críticos musicais destacam a grande influência que a cultura estadosunidense do Pós-Guerra combinada ao impressionismo erudito, de Debussy e Ravel, teve na bossa nova, especialmente do jazz. Além disso, havia um fundamental inconformismo com o formato musical de época,
Um embrião do movimento, já na década de 1950, eram as reuniões casuais, frutos de encontros de um grupo de músicos da classe média carioca em apartamentos da zona sul, como o de Nara Leão, na Avendia Atlântica, em Copacabana. Nestes encontros, cada vez mais frequëntes, a partir de 1957, um grupo se reunia para fazer e ouvir música. Dentre os participantes estavam novos compositores da música brasileira, como Billy Blanco, Carlos Lyra, Roberto Menescal e Sérgio Ricardo, entre outros. O grupo foi aumentando, abraçando também Chico Feitosa, João Gilberto, Luiz Carlos Vinhas, Ronaldo Bôscoli, entre outros.
Primeiro movimento musical brasileiro egresso das faculdades, já que os primeiros concertos foram realizados em âmbito universitário, pouco a pouco aquilo que se tornaria a bossa nova foi ocupando bares do circuito de Copacabana, no chamado Beco das Garrafas.
Movimento que ficou associado ao crescimento urbano brasileiro -implusionado pela fase desenvolvimentista da presidência de Juscelino Kubitschek (1955-1960)-, a bossa nova iniciou-se para muitos críticos quando foi lançado, em agosto de 1958, um compacto simples do violonista baiano João Gilberto (considerado o papa do movimento), contendo as canções Chega de Saudade (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) e Bim Bom (do próprio cantor).
Meses antes, João participara de Canção do Amor Demais, um álbum lançado em maio daquele mesmo ano e exclusivamente dedicado às canções da iniciante dupla Tom/Vinicius, interpretado pela cantora fluminense Elizeth Cardoso. De acordo com o escritor Ruy Castro (em seu livro Chega de saudade, de 1990), este LP não foi um sucesso imediato ao ser lançado, mas o disco pode ser considerado um dos marcos da bossa nova, não só por ter trazido algumas das mais clássicas composições do gênero - entre as quais, Luciana, Estrada Branca, Outra Vez e Chega de Saudade-, como também pela célebre batida do violão de João Gilberto, com seus acordes dissonantes e inspirados no jazz norte-americano - influência esta que daria argumentos aos críticos da bossa nova.
Outras das características do movimento eram suas letras que, contrastando com os sucessos de até então, abordavam temáticas leves e descompromissadas - exemplo disto, Meditação, de Tom Jobim e Newton Mendonça. A forma de cantar também se diferenciava da que se tinha na época. Segundo o maestro Júlio Medaglia, "desenvolver-se-ia a prática do canto-falado ou do cantar baixinho, do texto bem pronunciado, do tom coloquial da narrativa musical, do acompanhamento e canto integrando-se mutuamente, em lugar da valorização da 'grande voz'"[2].
Em 1959, era lançado o primeiro LP de João Gilberto, Chega de saudade, contendo a faixa-título - canção com cerca de 100 regravações feitas por artistas brasileiros e estrangeiros. A partir dali, a bossa nova era uma realidade. Além de João, parte do repertório clássico do movimento deve-se as parcerias de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Consta-se, segundo muitos afirmam, que o espírito bossa-novista já se encontrava na música que Jobim e Moraes fizeram, em 1956, para a peça Orfeu da Conceição, primeira parceria da dupla, que esteve perto de não acontecer, uma vez que Vinícius primeiro entrou em contato com Vadico, o famoso parceiro de Noel Rosa e ex-membro do Bando da Lua, para fazer a trilha sonora. É dessa peça, baseada na tragédia Grega Orfeu, uma das belas composições de Tom e Vinícius, "Se todos fossem iguais a você", já prenunciando os elementos melódicos da Bossa Nova.
Além de Chega de saudade, os dois compuseram Garota de Ipanema, outra representativa canção da bossa nova, que se tornou a canção brasileira mais conhecida em todo o mundo, depois de Aquarela do Brasil (Ary Barroso), com mais de 169 gravações, entre as quais de Sarah Vaughan, Stan Getz, Frank Sinatra (com Tom Jobim), Ella Fitzgerald entre outros. É de Tom Jobim também, junto com Newton Mendonça, as canções Desafinado e Samba de uma Nota Só, dois dos primeiros clássicos do novo gênero musical brasileiro a serem gravados no mercado norte-americano a partir de 1960.
A história da Bossa Nova é a história de uma geração. Uma geração de jovens artistas brasileiros que acreditaram no futuro e conseguiram realizar o sonho de levar sua música aos quatro cantos do mundo.
As primeiras manifestaçôes do que viria a ser conhecido como Bossa Nova ocorreram na década de 50, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ali, compositores, instrumentistas e cantores intelectualizados, amantes do jazz americano e da música erudita, tiveram participação efetiva no surgimento do gênero, que conseguiu unir a alegria do ritmo brasileiro às sofisticadas harmonias do jazz americano.
Ao se falar de Bossa Nova não se pode deixar de citar Antonio Carlos Jobim, Vinicius de Moraes, Candinho, João Gilberto, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Nara Leão, Ronaldo Bôscoli, Baden Powell, Luizinho Eça, os irmãos Castro Neves, Newton Mendonça, Chico Feitosa, Lula Freire, Durval Ferreira, Sylvia Teiles, Normando Santos, Luís Carlos Vinhas e muitos outros.
Todos eles jovens músicos, compositores e intérpretes que, cansados do estilo operístico que dominava a música brasileira até então, buscavam algo realmente novo, que traduzisse seu estilo de vida e que combinasse mais com o seu apurado gosto musical.

Lambada












A lambada é um gênero musical surgido no Pará, na década de 70, tendo como base o carimbó e a guitarrada, influenciada por ritmos como a cumbia e o merengue.
Diversos relatos de paraenses contam que uma emissora local chamava de "Lambadas" as músicas mais vibrantes. O uso transformou o adjetivo em nome próprio, batizando o ritmo cuja paternidade é controversa, motivo de discussão entre músicos e pesquisadores paraenses. Porém, é fato que o músico e compositor de carimbó Pinduca lançou, em 1976, uma música intitulada "Lambada(Sambão)", faixa número 6 do LP "No embalo do carimbó e sirimbó vol. 5". É a primeira gravação de uma música sob o rótulo de "Lambada" na história da música popular brasileira. Há quem sustente a versão que o guitarrista e compositor paraense Mestre Vieira, o inventor da guitarrada , seria também o criador da lambada. Seu primeiro disco oficial, "Lambada das Quebradas", foi gravado em 1976, mas lançado oficialmente dois anos depois, em 1978.
O novo nome e a mistura do carimbó com a música metálica e eletrônica do Caribe caiu no gosto popular, conquistou o público e se estendeu, numa primeira fase, até o Nordeste. O grande sucesso, no entanto, só aconteceu após a entrada de empresários franceses no negócio.
Com uma gigantesca estrutura de marketing e músicos populares, o grupo Kaoma lançou com êxito a lambada na Europa e outros continentes. Adaptada ao ritmo, a música boliviana "Chorando se Foi" tornou-se o carro chefe da novidade pelo mundo. Também há uma vertente que diz que a dança da lambada provém do forró.
Como acontece com certa freqüência em outras situações, a valorização do produto só se deu após reconhecimento no exterior. Seguiu-se um período intenso de composições e gravações de lambadas tanto no mercado interno quanto externo. Os franceses, por exemplo, compraram de uma só vez os direitos autorais de centenas de músicas. Dezenas de grupos e diversos cantores pegaram carona no sucesso do ritmo, como Beto Barbosa, Márcia Ferreira, Manezinho do Sax, outros ainda incrementando suas carreiras, como foi o caso de Sidney Magal, Sandy e Júnior, Fafá de Belém e o grupo Trem da Alegria.
Depois dessa fase de superexposição, como acontece com quase todo fenômeno midiático, deu-se um natural desgaste com a conseqüente queda nas vendas até cessar a produção.Surgida no Pará, a música lambada tem base no carimbó e na guitarrada, influenciada por vários ritmos como a cumbia, o merengue e o zouk.
A lambada dança teve sua origem a partir de uma mudança do carimbó que passou a ser dançado por duplas abraçadas ao invés de duplas soltas. Assim como o forró, a lambada tem na polca sua referência principal para o passo básico, somando-se o balão apagado, o pião e outras figuras do maxixe.
Usa, normalmente, as cabeças dos tempos e o meio do tempo par, se começarmos a dançar no "um", para as trocas de peso (pisa-se no "um", no "dois" e no "e" - que é chamado comumente de contratempo).
A lambada chega a Porto Seguro, e ali se desenvolve. Boas referências foram a Lambada Boca da Barra, em Porto, e o Jatobar no Arraial d'Ajuda, onde desde o início também zouks (lambadas francesas) serviram para embalar os lambadeiros.
Tudo isso acontece na época do apogeu do carnaval baiano, que ditava uma moda atrás da outra, e numa delas, apresentou a lambada ao Brasil. Essa segunda fase da dança durou apenas uma temporada e foi um pouco mais abrangente que a primeira, que só havia chegado até o nordeste. Até esse ponto a lambada tinha como principal característica os casais abraçados. Era uma exigência tão forte que, quando da realização de alguns concursos, aqueles que se separassem eram desclassificados.
No exterior e aqui, a lambada torna-se um grande sucesso e em pouco tempo estava presente em filmes e praticamente todos os programas de auditório aparecendo até em novelas. É a hora dos grandes concursos e shows. A necessidade do espetáculo faz com que os dançarinos criem coreografias cada vez mais ousadas, com giros e acrobacias.

Música Chinesa














China parece datar de antes da civilização chinesa, e documentos e artefatos fornecem evidência de uma cultura musical bem desenvolvida ainda na Dinastia Zhou (1122 AC - 256 AC).
A Agência de Música Imperial, estabelecida primeiro na Dinastia Qin (221-207 AC), estava muito expandida sob o império do Imperador Han Wu Di (140-87 AC) e ordenou supervisionar a música da corte e a música militar e determinou que a música folclórica estaria oficialmente reconhecida. Em dinastias subseqüentes, a revelação da música chinesa estava fortemente influenciada por músicas estrangeiras, especialmente as da Ásia Central.
A música instrumental é tocada com instrumentos de solo ou conjuntos pequenos de instrumentos de corda, flautas, e vários pratos, gongos, e tímpanos. A escala tem cinco notas. Os tubos de bambu estão entre os instrumentos musicais conhecidamente mais antigos da China. Os instrumentos estão tradicionalmente divididos em categorias baseadas em seu material de composição: pele, abóbora, bambu, madeira, seda, barro, metal e pedra. A música escrita mais antiga é Solidão da Orquídea, atribuído por Confúcio .
Na China antiga a posição dos músicos na sociedade era muito mais baixa que a dos pintores. O estudo da teoria da música não era o bastante. Mas quase todos imperadores levaram as músicas folclóricas seriamente.
Os instrumentos musicais chineses mais antigos que se conhecem hoje são 16 flautas de osso, que foram encontradas num túmulo da Idade de Pedra Polida na província Henan, durante 1996 - 1997. Testes de carbono 14 feitos por arqueólogos as dataram para 8.000 - 9.000 anos atrás! As flautas foram feitas de tíbias de gruas. A maioria delas tem 7 furos, e ao lado de alguns furos, ainda dá para ver as marcas para furar, que dividem as flautas em partes do mesmo comprimento. Há alguns furos que têm um furo menor ao lado, que provavelmente servisse para ajustar a altura dos tons. Isso mostra que as pessoas daquela época já estavam procurando a exatidão da altura dos sons, e tinham certos conhecimentos sobre a relação entre o comprimento de um tubo e a altura de som. A descoberta das flautas deu uma imagem do desenvolvimento da música dessa época, tão diferente da conhecida até então, e isso foi uma surpresa para os pesquisadores.
Além das flautas, encontraram-se mais instrumentos musicais da Idade de Pedra Polida, que são apitos de osso, Xun (um instrumento musical feito de terracota, parecido com a ocarina), sinos de terracota, Qing (um instrumento de percussão, feito de pedra ou de jade), e tambores. Esses instrumentos musicais cobrem um período bem longo e foram encontrados amplamente na China, por isso, eles devem ser os principais instrumentos musicais dessa época. Entre eles, o sino, o Qing e o tambor se desenvolveram muito na história mais tarde. E o apito, o Xun, e outros instrumentos semelhantes à flauta são utilizados até hoje entre o povo, embora eles não se transformassem muito.
Xun é um instrumento interessante. Ele é feito de terracota, tendo a forma de ovo ou variada de ovo. Xun é do tamanho de um punho médio, vazio, tem um furo no topo para tocar com a boca, e um ou alguns na "barriga" para colocar os dedos. Além da flauta, Xun é o único instrumento musical dessa época que tem mais de um tom definido. Os Xun da época primitiva têm 1 - 3 furos, que são 2 - 4 tons. Eles têm menos furos que a flauta, isso provavelmente tem alguma coisa a ver com a forma: é mais difícil calcular os furos dos tons na forma de ovo que na forma de tubo. Do Xun à flauta, pode-se ver o desenvolvimento da escala.
Um outro livro "Lü Shi Chun Qiu" - "A Primavera e o Outono de Lü" - registra vivamente a celebração e o sacrifício feitos depois de uma boa colheita:
"Com a música de Ge Tian, três pessoas pegam rabos de vacas, batem os pés no chão e cantam oito cantos: 'carregar o povo', 'o pássaro negro', 'correr atrás dos matos', 'trabalhar por mais cereais', 'respeitar as regras do céu', 'realizar as funções do imperador', 'obedecer ao moral da terra', 'reunir todos os bichos e os pássaros'."
Neste período, não havia divisão do trabalho com respeito à música e da dança, nem havia músicos profissionais. Estas atividades eram para a sociedade toda. A música e a dança ainda não se separavam da sociedade, nem eram formas artísticas especiais.
A separação aconteceu provavelmente no século 21 a.C., na Dinastia Xia. Fala-se que os imperadores da Dinastia Xia sempre usavam danças e músicas de grande escala para se divertirem, e músicos e dançarinos apareceram na sociedade. Isso é um símbolo que a música e a dança se tornaram um arte na sociedade humana.
Esta época consiste das dinastias Song (960 - 1279), Yuan (1271 - 1368), Ming (1368 - 1644) e Qing (1644 - 1911). Neste período, não só as músicas principais anteriores continuaram se desenvolvendo, mas também nasceram muitos novos tipos de músicas, ambas a música vocal e a música instrumental avançaram muito e formaram a base da música chinesa moderna.
As performances do povo no mercado consistiram de uma boa variedade: diversos tipos de músicas e óperas, cantos, danças, histórias cantadas, comédias, e acrobacias, etc. A música, inclusive o conteúdo e a forma, estava mudando continuamente no mercado.
Um tipo de ópera poética surgiu neste período no norte da China e se chamou Za Ju; era uma combinação de música, dança, canto, comédia e acrobacia. Ele consistia de três partes: a primeira parte era introdutória, que apresentava coisas acontecendo diariamente na vida; a segunda era a parte principal, que apresentava histórias, cantos e danças; a terceira era uma parte engraçada, que consistia de piadas, performances divertidas e acrobacias. As músicas utilizadas em Za Ju vieram de origens diferentes, tanto da música imperial quanto da música folclórica.
No século 12, apareceu no sul da China um novo tipo de ópera, chamada de Nan Xi - "a Ópera do Sul". Essa nova ópera do sul era diferente da do norte, ela abandonou a estrutura de três partes de Za Ju e se concentrou em contar histórias. Em Za Ju, somente o principal personagem podia cantar; em Nan Xi, todos os personagens podiam cantar; aí surgiram outras formas de canto: solo, coro, e diálogos cantados. A forma de expressão musical se ampliou.
Na Dinastia Yuan (1271 - 1368), apareceu uma nova ópera: Za Ju de Yuan, ela era diferente de Za Ju de Song ou de Nan Xi. Za Ju de Yuan consistia de quatro atos e um prólogo. Ambas, a trama e a melodia de Za Ju de Yuan eram bem elevadas. Conduzida pela Za Ju, a arte de ópera chegou a um ponto alto. Muitos libretos dessa época passaram gerações e gerações, e ainda estão vivos no palco.
Mas Nan Xi existia ao mesmo tempo, e uma coisa que deixou Nan Xi mais forte que Za Ju de Yuan foi que em Nan Xi, todos os personagens podiam cantar, quando em Za Ju somente o personagem principal podia. Depois que o governo de Yuan reuniu o norte e o sul, Za Ju de Yuan entrou no sul e quase substituiu Nan Xi. Mas no meio de Yuan, com a forma mais livre, Nan Xi primeiro se misturou com Za Ju e combinou as vantagens das duas. Za Ju começou aí a declinar.
Ao longo do desenvolvimento da arte da ópera, apareceu a primeira monografia sobre a teoria da atuação da ópera, que é Chang Lun - "a Teoria de Cantar", escrito por Yan Nanzhian. E Zhong Yuan Yin Yun - "a Fonética do Centro", escrito por Zhou Deqing, é o primeiro livro sobre a fonologia do norte; ele classificou a pronúncia da língua do norte em quatro tons, que teve grande influência sobre a pesquisa da fonologia e o desenvolvimento da música e da ópera mais tarde.
Até hoje, a música do norte e a do sul da China são diferentes: a música do norte é mais forte e vigorosa, a do sul é mais branda. Esta diferença provavelmente veio dessa época. Algumas músicas de Za Ju de Song foram mantidas e existem na música de hoje do sul.

Música do Japão












A música japonesa pode ser subdivida em duas vertentes: a clássica e a folclórica. Dentro do ramo clássico temos diversos estilos que surgiram durante as diversas eras culturais da história japonesa.
Durante a era Nara (710-794) houve no Japão um forte intercâmbio cultural com a China. Neste período foi introduzido o Gagaku no Japão, que viria a se tornar a música da côrte japonesa.
O desenvolvimento musical se deu na era seguinte, a era Heian (794-1192). As músicas que vieram do continente asiático passaram por um processo de sofisticação passando a ter características claramente japonesas. O Gagaku passa a ser cultivado pela nobreza. Ela é uma música solene muitas vezes acompanhado de dança, executado com instrumentos de sopro (Sho - harmônica, Hichiriki - flauta vertical de palheta simples, Ryuteki e Komabue - flautas horizontais), intromentos de corda (Sô e Wagon - tipos de koto, harpas horizontais; Biwa - espécie de balalaika) e instrumentos de percussão (Taiko, Kakko, tsuzumi).
Nas eras posteriores Kamakura (1192-1333) e Muromachi (1338-1573) houve o crescimento do teatro. Tendo como base as apresentações comicas populares (sarugaku) e as danças dos camponeses plantadores de arroz (dengaku) surgiu o teatro Nô. As peças eram acompanhadas por um coro de oito vozes (utai) e um conjunto instrumental (Hayashi) formado por uma flauta (Nôkan) e três tambores (ko-tsuzumi, ô-tsuzumi - tambores portáteis pequeno e grande, taiko - tambor fixo). O teatro nô era apreciado pela classe militar de alto escalão, que dominava o Japão na época.
A era Azuchi-Momoyama (1573-1603) apesar de curta foi muito fertil em termos culturais. Foi nesta época que houve o estabelecimento e a consolidação das diversas artes tradicionais do Japão como o Ikebana e a Cerimonia do Chá. Musicalmente houve um grande desenvolvimento nos instrumentos. As flautas antigas evoluiram para o Shakuhachi, o Sô usado no Gagaku com cordas mais flexiveis ficaram mais brilhante e se tornaram os atuais Koto, o antigo Biwa foi substituido pelo Shamisen espécie de banjo com três cordas percutidas por um plectro. A união destes três instrumentos formou o Sankyoku. As eras anteriores foram marcadas pelas guerras internas que terminaram com a entrada da era Edo (1603-1867). Com a ascensão da classe mercantil, o sankyoku adquiriu grande popularidade.
Durante a era Edo, a música para Koto chamado Sôkyoku, era tocado quase que somente pelos cegos, e pelas mulheres e jovens dos comerciantes mais abastados e dos militares de grau mais alto, fazendo parte de sua formação cultural. Na primeira metade do século XX, com o advento das gravações e do rádio, o Sôkyoku, sofreu um processo de popularização principalmente pelas mãos de Michio Miyagi que incorporou técnicas e arranjos inovadores na antiga música do Japão.

Krakowiak













O Krakowiak é uma das danças folclóricas polonesas mais populares e características, com seu ritmo vivo e selvagem ao mesmo tempo, com passos largos e longos, fáceis. Demonstrando abandono vivo e elegância ao mesmo tempo. A dança de Lajkonik celebra uma lenda antiga onde um soldado polonês se disfarçou como um guerreiro tártaro para enganar as pessoas da cidade de Kraków em acreditar que os tártaros tivessem sido vitoriosos na batalha. Uma vez descoberto como um impostor, as pessoas da cidade dançam Lajkonik ao redor em celebração alegre.
cidade velha famosa de Kraków era uma vez a capital dos reis poloneses. É um centro cultural importante com uma universidade famosa, a Universidade Jagiellonica, fundada em 1364. O Castelo de Wawel, construído entre os 10º o 14º século, era o palácio real.
A dança Kracowiak originou-se na região de Kraków é um das cinco danças nacionais polonesas, as outras quatro são: polonez, mazur, kujawiak e oberek.
A história de Lajkonik começa no ano 1241, que provocou a terceira invasão em Kraków pelos exércitos de Tártaros cruéis do leste. Da torre da Igreja Mariacki, o trompetista soou o trompete dele com o " hejnal " a chamada de hora em hora da cidade. Repetidamente ele tocou o " hejnal, enquanto advertia os cidadãos que uma grande horda de Tártaros estava se aproximando, até que uma seta inimiga perfurou a garganta dele, e interrompeu a chamada. (O " hejnal " ainda é soado Em Kraków a este dia e em comemoração da ação do herói valente, o trompetista rompe a canção dele no meio de uma nota). Depois de um período tenso de espera, apareceu um exército e seu líder vestiu o traje do Tatar Khan, até mesmo com o turbante dele, espada, e cavalo. O desespero virou a alegria quando o comandante foi reconhecido como o chefe da salvação de Kraków que tinha derrotado o Tártaros na batalha.
Cada primavera este evento é celebrado com danças para comemorar esta vitória. O guerreiro tártaro disfarçado com um pano firmado à sua cintura é chamada Lajkonik e está se empinando ao redor, perseguindo as pessoas com o bastão dele.
O traje de Kraków é considerada o traje nacional polonês e é o mais conhecido. O padrão do material listrado vermelho e branco usada originou-se muito antigamente. As argolinhas metálicas presas ao cinto de couro do homem descendem das armadura. O casaco sem manga, " kabat, " vem dos tempos napoleônicos, e imitando decorações militares. O traje é ornamentado com a '' rogatywka'', um chapéu vermelho de 4 cantos, ornamentado com tiras e penas de pavão.
O traje de Kraków da mulher era originalmente bastante simples. Foi embelezado como o conhecemos hoje durante a era Romântica (19º século). Sua beleza está em seus ricos bordados, colete aveludado e saias floridas. O tecido foi trazido do Leste e possuí várias cores. Uma grinalda de flores é usada por uma única mulher, enquanto a mulher casada usa um cocar branco. A primeira tira do grupo de fitas é presa à direita do ombro é um presente de parentes, e o resto vem dos amigos e admiradores.