A Música nesse milênio deverá unir a todos, independente de raça, cor, cultura ou religião, realizando assim o antigo sonho de alegria e paz de bilhões de habitantes do nosso planeta.


Josef Pieper(Trad.: Sivar Hoepner Ferreira, de "Über die Musik" - fala em uma sessão de Bach - in Nur der Liebende singt, Schwabenvlg., 1988)

O fato de que quem filosofa - sobretudo quando se ocupa da dinâmica da formação e da realização do ser humano - dedique especial atenção a meditar sobre a essência da música, não é casual nem movido por "interesses musicais" pessoais. Essa atenção especial remete, antes, a uma grande tradição que remonta quase à origem dos tempos, a Platão, a Pitágoras e às doutrinas de sabedoria do Extremo Oriente.

E isto não se deve somente ao fato de a filosofia ter por objeto coisas "espantosas" (para as quais, como afirmam Aristóteles e Tomás de Aquino, deve especificamente voltar-se quem filosofa) - não é somente porque a música é mirandum, uma das coisas mais maravilhosas e misteriosas do mundo. Não é só, tampouco, pelo fato de que "musicar" é uma atividade da qual se poderia dizer que é um oculto filosofar - um Exercitium Metaphysices Occultum - da alma que, sem saber, filosofava, como diz Schopenhauer na sua profunda discussão para o estabelecimento de uma metafísica da música.

O que a música sempre traz - e este é o fato mais decisivo - ao campo de visão do filósofo é a sua proximidade da existência humana, uma característica específica que torna a música necessariamente objeto essencial para todos os que refletem sobre a realização humana.

A pergunta que especialmente fascina o filósofo que medita sobre a essência da música, é: o que propriamente percebemos quando ouvimos música? Pois, sem dúvida, trata-se de mais (e de outra coisa) que os sons resultantes do roçar as cordas do violino, soprar a flauta ou percutir o teclado – isto tudo ouvem também os mais insensíveis. O que é, então, o que propriamente percebemos, quando ouvimos música de forma adequada?

Para as outras artes essa mesma indagação propõe-se mais facilmente – ainda que a pergunta: "O que é que propriamente vemos quando contemplamos o Rasenstück de Dürer?" também não seja fácil de responder, pois certamente não é o céspede que se apresenta à vista, na natureza ou numa foto – não é este "objeto" que nós propriamente vemos, quando observamos um quadro de forma adequada. O que realmente percebemos quando ouvimos um poema, quando apreendemos a poesia de um poema? Certamente é mais (e é outra coisa) do que o que foi "objetivamente" proferido (isto tem sido identificado na poética como uma impureza, mas é uma "impureza" sem dúvida necessária).

Música !

Música !
A musicologia estuda o ponto de vista histórico e antropológico da música, podendo até ser entendido como historiador da musica. A musicologia estuda a notação, instrumentos e teoria musical, métodos didáticos, acústica, história da música e a fisiologia aplicada à técnica dos instrumentos e suas evoluções. O Musicólogo pode ir além dos estudos de música e tangenciar assuntos que fizeram interferência musical durante sua evolução. Para entender a história da música é necessário compreender aspectos sociais de sua respectiva época.

Qual seu estilo de Música Preferido?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Mangue Beat













Manguebeat (também grafado como manguebit ou mangue beat) é um movimento musical que surgiu no Brasil na década de 90 em Recife que mistura ritmos regionais com rock, hip hop, maracatu e música eletrônica.
O objetivo do movimento surgiu de uma metáfora idealizada por Zero Quatro, ao trabalhar em vídeos ecológicos. Como o mangue era o ecossistema biologicamente mais rico do planeta, o Manguebeat precisava formar uma cena musical tão rica e diversificada como os manguezais. Devido a principal bandeira do mangue ser a diversidade, a agitação na música contaminou outras formas de expressão culturais como o cinema, a moda e as artes plásticas. O Manguebeat influenciou muitas bandas de Pernambuco e do Brasil, sendo o principal motor para Recife voltar a ser um centro musical, e permanecer com esse título até o momento.
Com o surgimento de várias bandas no cenário recifense, gravadoras como Sony, Virgin e outras famosas, deram início a uma contratação de bandas que se incluíam nesse cenário Mangue.
Notáveis bandas do gênero manguebeat incluem Mundo Livre S/A, Mombojó, Cordel do Fogo Encantado e Nação Zumbi.
Movimento musical surgido na cidade de Recife, no começo dos anos 90, quando bandas como Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A decidiram misturar a música pop internacional de ponta (o rap, as várias vertentes eletrônicas e o rock neopsicodélico inglês) aos gêneros tradicionais da música de Pernambuco (maracatu, coco, ciranda, caboclinho etc.). Originalmente chamado de Mangue Bit (bit entendido como unidade de memória dos computadores), o movimento teve seu primeiro manifesto, Caranguejos com Cérebro, escrito pelo ex-punk Fred 04 (do Mundo Livre) e Renato L, publicado pela imprensa local em 1992. "Imagem símbolo: uma antena parabólica enfiada na lama. Ou um caranguejo remixando Anthena, do Kraftwerk, no computador", explicavam.
O "núcleo de pesquisa e produção de idéias pop" articulado por essa juventude recifense tinha como objetivo "engendrar um circuito energético, capaz de conectar as boas vibrações dos mangues com a rede mundial de circulação de conceitos pop". Surgia a denominação de "mangueboys e manguegirls". "(...) São indivíduos interessados em: quadrinhos, TV interativa, antipsiquiatra, Bezerra da Silva, hip hop, midiotia, artismo, música de rua, John Coltrane, acaso, sexo não-virtual, conflitos étnicos e todos os avanços da química aplicada no terreno da alteração e expansão da consciência", dizia o manifesto.
No começo dos anos 80, Chico Science (ou melhor, Francisco França) era integrantes da Legião Hip Hop, equipe de dança de rua que imitava os breakers americanos. Com o guitarrista Lúcio Maia e Alexandre Dengue, participou do grupo de rock pós-punk Loustal. Da fusão do Loustal com o bloco de samba-reggae Lamento Negro, surgiu no começo dos anos 90 a Nação Zumbi, que estreou nos palcos de Recife em junho de 91. A Soparia de Roger (citado por Chico Science na música Macô)e o bar Arte Viva, em Boa Viagem, acolheram as primeiras manifestações dos mangueboys.
Propagada por Chico e pelo Mundo Livre, logo a batida do Mangue (Mangue Beat) estaria chegando ao Sudeste, onde, depois de algumas entusiasmadas reportagens em jornais, as principais gravadoras do país se interessaram por aquela novidade vinda de uma cidade nordestina de forte tradição musical que quase duas décadas antes havia revelado seu último grande produto pop: Alceu Valença. A Sony contratou Chico e a Nação Zumbi e o selo Banguela Discos (dos Titãs) ficou com o Mundo Livre.
Em 1993, seriam lançados, respectivamente, seus discos de estréia, Da Lama ao Caos e Samba Esquema Noise (título que logo denunciou a influência de Jorge Ben – seu disco de estréia se chamou Samba Esquema Novo – sofrida pelo Mundo). Com as músicas A Cidade e A Praieira, bem-engendradas fusões de rap com maracatu, a Nação saiu à frente em termos de reconhecimento popular – isso, apesar de os dois discos terem sido igualmente muito bem recebidos pela crítica musical de todo o país.
No rastro da duas bandas, vieram outros grupos de Recife dedicados às misturas do pop com a música regional: Jorge Cabeleira e o Dia em Que Seremos Todos Inúteis, Mestre Ambrósio, Cascabulho, Sheik Tosado. Houve outras, porém mais tradicionalmente roqueiras, como Devotos do Ódio (banda punk da favela de Alto José do Pinho), Querosene Jacaré e Eddie, e algumas filiadas ao rap, como o Faces do Subúrbio (também do Alto) e Sistema X.
O Abril Pro Rock, festival anual que inicialmente se restringia à cena de Recife, aos poucos abriu seu espaço para bandas (principalmente as novas) de todo o país, acabando por se tornar o mais importante evento da nova música pop do Brasil. Paralelamente à cena mangue, Recife também viu o cinema ganhar fôlego, com produções como o Baile Perfumado, dos diretores Paulo Caldas e Lírio Ferreira, que teve trilha sonora feita por Chico e o Nação, Fred 04, Mestre Ambrósio, entre outros.
Destaque absoluto da cena de Recife, Chico Science & Nação Zumbi ganharam o país e embarcaram em 1995 numa bem-sucedida turnê européia ao lado os Paralamas do Sucesso – em alguns shows, foram até a atração principal. Em 1996, lançaram sua obra-prima, o disco Afrociberdelia, em que o maracatu da banda ficou mais eletrônico e internacional, com participações especiais de artistas como Gilberto Gil, que gravou na faixa Macô. O primeiro sucesso do disco, Maracatu Atômico (de Jorge Mautner e Nelson Jacobina) fazia outra ligação com a geração anterior da MPB.
Meses depois, no dia 2 de fevereiro de 1997, Chico morreu num acidente de carro em Recife, deixando órfã toda uma geração de mangueboys e manguegirls. Alguns apostaram que seria o fim desse movimento, freqüentemente comparado ao Tropicalismo. Mas os artistas do Mangue Beat procuraram outros caminhos dentro da diversidade. Aparaceram trabalhos elogiados como o do ex-percussionista do Mundo Livre Otto (Samba pra Burro, eleito o melhor disco de 1998 pela Associação Paulista dos Criticos de Arte), do DJ Dolores e da cantora e tecladista Stella Campos.

Repente












Repente (conhecido também como desafio) é uma tradição folclórica brasileira cuja origem remonta aos trovadores medievais. Especialmente forte no nordeste brasileiro, é uma mescla entre poesia e música na qual predomina o improviso – a criação de versos "de repente".
O repente possui diversos modelos de métrica e rima, e seu canto costuma ser acompanhado de instrumento musical - normalmente o dedilhar de uma viola de sete ou dez cordas.
No Brasil, a tradição medieval ibérica dos trovadores deu origem aos cantadores – ou seja, poetas populares que vão de região em região, com a viola nas costas, para cantar os seus versos. Eles apareceram nas formas da trova gaúcha, do calango (Minas Gerais), do cururu (São Paulo), do samba de roda (Rio de Janeiro) e do repente nordestino. Ao contrário dos outros, este último se caracteriza pelo improviso – os cantadores fazem os versos "de repente", em um desafio com outro cantador. Não importa a beleza da voz ou a afinação – o que vale é o ritmo e a agilidade mental que permita encurralar o oponente apenas com a força do discurso.
A métrica do repente varia, bem como a organização dos versos: temos a sextilha (estrofes de seis versos, em que o primeiro rima com o terceiro e o quinto, o segundo rima com o quarto e o sexto), a septilha (sete versos, em que o primeiro e o terceiro são livres, o segundo rima com o quarto e o sétimo e o quinto rima com o sexto) e variações mais complexas como o martelo, o martelo alagoano, o galope beira-mar e tantas outras. O instrumental desses improvisos cantados também varia: daí que o gênero pode ser subdividido em embolada (na qual o cantador toca pandeiro ou ganzá), o aboio (apenas com a voz) e a cantoria de viola.
Cordéis musicados
O repente se insere na tradição literária nordestina do cordel, de histórias contadas em caudalosos versos e publicadas em pequenos folhetos, que são vendidos nas feiras por seus próprios autores. Uma tradição que, por sinal, inspirou clássicos da literatura brasileira, como o Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, e Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. O repente foi para o Sudeste em meados do século XX, junto com a migração de nordestinos para os grandes capitais. Chegou a São Paulo em 1946 com o alagoano Guriatã de Coqueiro (Augusto Pereira da Silva) e, no Rio, instalou-se na Feira de São Cristóvão.
O gênero se imiscuiu na MPB, sendo usado em trabalhos de artistas tão diversos quanto o cantador Elomar, o roqueiro Raul Seixas e o cantor paraibano Zé Ramalho. Subterraneamente, o repente tradicional, de violeiros-cantadores em duelo, sobreviveu graças a nomes como Oliveira das Panelas (vencedor, em 1997, do 1º Campeonato Brasileiro de Poetas Repentistas), Mocinha da Passira, Valdir Teles, Lourinaldo Vitorino, Sebastião da Silva, Azulão, Miguel Bezerra, Otacílio Batista, Ivanildo Vila Nova, Zé Cândido, Ismael Pereira e Natan Soares. Apontado por alguns como inspirador do rap (rhythm'n'poetry – ritmo e poesia) americano (que nasceu do improviso falado sobre bases musicais alheias), o repente encontrou seus pontos em comum com o gênero importado nos anos 90, em músicas dos grupos recifenses Faces do Subúrbio e Sistema X.

Axé music












O Axé Music, ou simplesmente Axé, é um gênero musical surgido no estado da Bahia na década de 1980, durante as manifestações populares do carnaval de Salvador,que mistura a Marcha das Músicas Latino-caribenhas com Frevo pernambucano, forró, Maracatu, Reggae e Calypso, que é derivado do Reggae.
No entanto, o termo Axé Music é utilizado erroneamente para designar todos os rítmos de raízes africanas ou o estilo de música de qualquer banda ou artista que provém da Bahia. Sabe-se hoje, que nem toda música baiana é Axé, pois lá há o Olodum, um rítmo da África do Sul, Samba de Roda e Pagode produzidos por algumas bandas, Calipso, proveniente do Caribe e Samba-reggae, uma novidade.
A palavra "axé" é uma saudação religiosa usada no candomblé e na umbanda, que significa energia positiva. Expressão corrente no circuito musical soteropolitano, ela foi anexada à palavra da língua inglesa music pelo jornalista Hagamenon Brito para formar um termo que designaria pejorativamente aquela música dançante com aspirações internacionais.
Com o impulso da mídia, o axé music rapidamente se espalhou pelo país todo (com a realização de carnavais fora de época, as micaretas), e fortaleceu-se como indústria, produzindo sucessos durante todo o ano.
As origens do axé estão na década de 1950, quando Dodô e Osmar começam a tocar o frevo pernambucano em rudimentares guitarras elétricas (batizadas de guitarras baianas) em cima de uma Fobica (um Ford 1929). Nascia o trio elétrico, atração do carnaval baiano que Caetano Veloso chamou a atenção em 1968 na canção "Atrás do Trio Elétrico". Mais tarde, Moraes Moreira, dos Novos Baianos, teria a idéia de subir num trio (que era apenas instrumental) para cantar – foi o marco zero da axé music. Paralelamente ao movimento dos trios, aconteceu o da proliferação dos blocos-afro: Filhos de Gandhi (do qual Gilberto Gil faz parte), Badauê, Ilê Aiyê, Muzenza, Araketu e Olodum. Eles tocavam ritmos africanos como o ijexá, brasileiros como o maracatu e o samba (os instrumentos eram os das escolas de samba do Rio) e caribenhos como o merengue.
Com a cadência e as letras das canções de Bob Marley nos ouvidos, o Olodum criou um rítmo próprio que misturava Axé, Música Latina, Reggae e também Música Africana, estilo com forte caráter de afirmação da negritude, que fez sucesso em Salvador dos anos de 1980 com artistas como Lazzo, Tonho Matéria, Gerônimo e a Banda Reflexus – as canções chegavam ao Sudeste em discos na bagagem dos que lá passavam férias. Logo, Luiz Caldas (do trio Tapajós) e Paulinho Camafeu tiveram a idéia de juntar o frevo elétrico dos trios e o ijexá. Surgiu assim o "Deboche", que rendeu em 1986 o primeiro sucesso nacional daquela cena musical de Salvador: Fricote, gravado por Caldas. A modernidade das guitarras se encontrava com a tradição dos tambores em mistura de alta octanagem.
Axé é uma saudação religiosa usada no candomblé e na umbanda, que significa energia positiva. Depois que Daniela Mercury chegou ao Sudeste com o show que a estouraria nacionalmente, O Canto da Cidade, tudo o mais que veio de Salvador começou a ser chamado de axé music. Em pouco tempo, os artistas deixaram de se importar com a origem debochada do termo e passaram a dele se aproveitar. Por exemplo, a Banda Beijo, do vocalista Netinho, simplesmente intitulou de Axé Music o seu disco de 1992. Com o impulso da mídia, essa trilha sonora da folia de Salvador rapidamente se espalhou pelo país (com os carnavais fora de época, as micaretas) e fortaleceu-se como indústria, produzindo sucessos o ano inteiro ao longo dos anos 90. Testadas no calor da multidão na Praça Castro Alves e na Ladeira do Pelô, as músicas dos blocos e bandas responderam por alguns dos grandes êxitos comerciais da música brasileira na década. O ano de1998 foi, particularmente, o mais feliz para os baianos: Daniela Mercury, Banda Eva, Chiclete com Banana, Araketu, Cheiro de Amor e É o Tchan venderam juntos nada menos que 3,4 milhões de discos. Uma nova geração de estrelas aparecia para o Brasil Chiclete com Banana (que vinha de uma tradição de bandas de baile, blocos afro e trios elétricos) e Margareth Menezes, a primeira a engatilhar carreira internacional. Enquanto o axé se fortalecia comercialmente, alguns nomes buscavam alternativas criativas para a música baiana. O mais significativo deles foi a Timbalada, grupo de percussionistas e vocalistas liderado por Carlinhos Brown (cuja Meia Lua Inteira tinha estourado na voz de Caetano), que veio com a proposta de resgatar o som dos timbaus, que há muito tempo estavam restritos à percussão dos terreiros de Candomblé.

Guarânia












Guarânia é um gênero musical de origem paraguaia, em andamento lento, geralmente em tom menor. As canções mais conhecidas são: Índia, Ne rendápe aju, Panambi Vera e Paraguaýpe criado orquestra sinfônica modo baseado em poemas, canções com sinfônico accompaniments. O gênero seduz as populações urbanas, mas não no interior. Isto é provavelmente devido ao interesse das pessoas por estilos mais rápido como a Polka ou o Purahéi Jahe'o.
Na biblioteca do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, da Universidade Estadual Paulista - UNESP, de São José do Rio Preto-SP, há uma dissertação de mestrado, "Cascatinha e Inhana: uma história contada às falas e mídia", de autoria de Alaor Ignácio dos Santos Júnior, cujo tema é abordado com propriedade.
Foi criada em Assunção pelo músico Jose Flores, em 1925, com o fim de expressar o caráter do povo paraguaio. Isto foi acompanhado por ritmos e melodias para lento e melancólico canções. Em algumas das canções que segue a natureza do heróico povo paraguaio.
Desde a sua criação, a Guarania tornou-se o mais importante fenômeno musical do Paraguai no século XX através de temas como Jejuí, Kerasy, Arribeño Resay, o que gerou imediata aceitação e afeto.
Acredita-se que a guarânia tenha sido introduzida no Brasil pelos próprios paraguaios, especialmente na divisa com o Mato Grosso do Sul, quando vieram para o Brasil a trabalho, durante do Ciclo da Erva Mate. Há naquele Estado traços predominantes na música folclórica, que se enquadram perfeitamente à harmonia da guarânia.
A guarânia foi introduzida na música popular brasileira através do trabalho de pesquisa realizado por Raul Torres, Ariovaldo Pires, Mário Zan e Nhô Pai, em sucessivas viagens ao Paraguai. Torres foi responsável por uma das guarânias de maior sucesso no Brasil, "Colcha de retalhos", gravada por Cascatinha e Inhana. A mesma dupla fez um mega-sucesso com outra guarânia, "Índia", de José Asunción Flores e Manuel Ortiz Guerrero, em versão de José Fortuna. A partir da década de 40 tornou-se um dos gêneros mais utilizados pelos compositores da música sertaneja como mais uma forma para fazer sucesso. Ganhou mais popularidade a partir da gravação, em 1951, do disco 78 rpm "Índia" (de José Asunsión Flores e Manoel Ortiz Guerrero), que trazia como segunda música a canção também paraguaia "Meu primeiro amor" ("Lejanía"), ambas com versão de José Fortuna.
ritmo tipicamente latino, originaria dos países do hemisfério sul como o Paraguai e a Bolívia. Foi através dos estados que fazem fronteira com estes países que a guarânia foi introduzida no Brasil. Fez muito sucesso na música popular brasileira entre as décadas de 40 a 60 e ainda é muito presente na música sertaneja. Esse ritmo está baseado em um compasso ternário.
Guarânia, como o nome indica, vem de Guarani. Estilo musical típico do Paraguai, é também muito tradicional no Chile, Peru, Colômbia, afinal, América do Sul... muito apreciada no Brasil, seu rítimo está presente na maioria das músicas sertanejas e outras canções românticas.

Emo












Emo (abreviação do inglês emotional) é um gênero de música derivado do Hardcore. O termo foi originalmente dado às bandas do cenário punk de Washington, DC que compunham num lirismo mais emotivo que o habitual.
Existem várias versões que tentam explicar a origem do termo "emo", como a que um fã teria gritado "You´re emo!" (Você é emo!) para uma banda (os mitos variam bastante quanto a banda em questão, sendo provavelmente o Embrace ou o Rites of Spring).
No entanto, a versão mais aceita como real é a de que o nome foi criado por publicações alternativas como o fanzine Maximum RocknRoll e a revista de skate Thrasher para descrever a nova geração de bandas de "hardcore emocional" que aparecia no meio dos anos 80, encabeçada por bandas da gravadora Dischord de Washington DC, como as já citadas Embrace e Rites of Spring, além de Gray Matter, Dag Nasty e Fire Party.

Nesta época, outras bandas já estabelecidas de hardcore, como 7 Seconds, Government Issue e Scream também aderiram à esta onda inicial do chamado "emocore", diminuindo o andamento, escrevendo letras mais introspectivas e acrescentando influências do rock alternativo de então.

É importante lembrar que nenhuma destas bandas jamais aceitou ou se auto-definiu através deste rótulo. A palavra "Emo" é vista como uma piada ou algo pejorativo e artificial.

O gênero (ou pelo menos o clássico estilo de Washington, o DC sound) primeiramente explorado por bandas como Faith, Rites of Spring e Embrace tem suas raízes no punk rock.

O próximo passo na evolução do gênero veio em 1982 e durou até 1993 com as bandas Indian Summer, Moss Icon, Policy of Three, Still Life e Navio Forge. A dinâmica calmo/gritado ("quiet/loud") freqüentemente ouvida em bandas recentes tais como Seatia e Thursday tiveram suas raízes nestas bandas. No que diz respeito a voz, essas bandas intensificaram o estilo emocore. Muitas delas sempre fizeram uso de berros e gritos durante a apresentação, e motivo para muitos fãs de hardcore depreciarem os fãs de emo como "molengas"¹ ("wimps", "weaklings").

Assim como foi infundida uma nova intensidade para o emocore, o emotional hardcore levou essa intensidade a um nível extremo. A cena teve início entre 1991 e 1992 com as bandas Heroin, Portraits of Past e Antioch Arrow que tocavam um estilo caótico, com vocais abrasivos e passionais².
Após a supervalorização inicial da intensidade e da sonoridade caótica, o emotional hardcore sofreu um processo de "desacelaração". As bandas Sunny Day Real Estate e Mineral basearam seu estilo no Rites of Spring, outra banda do gênero emo.
Nota-se uma nova tendência emo em abandonar o punk distorcido em favor de calmos violões. Na cultura alternativa diz-se que alguém é ou está emo quando demonstra muita sensibilidade.
No Brasil, o gênero se estabeleceu sob forte influência norte-americana em meados de 2003, na cidade de São Paulo, espalhando-se para outras capitais do Sul e do Sudeste, e influenciou também uma moda de adolescentes caracterizada não somente pela música, mas também pelo comportamento geralmente emotivo e tolerante, e também pelo visual, que consiste em geral em trajes pretos,Trajes Listrados, Mad Rats, Cabelos Coloridos e franjas caídas sobre os olhos.

Habanera












A habanera, ou havaneira em algumas traduções para o português, é um estilo de musical de dança criado em Havana (Cuba).
A habanera, cujo nome deriva da cidade de onde é oriunda (La Habana, em espanhol), foi a primeira música genuinamente afro-latino-americana, que foi levada de Cuba para salões europeus por volta do século XVII. Foi sofrendo alterações em sua estrutura básica devido aos arranjos que lhe deram os músicos da Europa e assim, alterada, voltou às Américas através dos imigrantes portugueses e espanhóis.
É uma música de compasso binário, com o primeiro tempo fortemente acentuado, com uma curta introdução seguida de duas partes de oito compassos cada uma, com modulação do tom crescente
Da habanera derivam diversos rítmos como o maxixe brasileiro e o tango argentino. Também deu origem ao vanerão dos gaúchos.
É uma dança que foi também algumas vezes aproveitada no repertório erudito, sendo o exemplo mais famoso a habanera da ópera Carmen, de Georges Bizet.
habanera, ou havaneira em algumas traduções para o português, é um estilo de musical de dança criado em Havana (Cuba).
A habanera, cujo nome deriva da cidade de onde é oriunda (La Habana, em espanhol), foi a primeira música genuinamente afro-latino-americana, que foi levada de Cuba para salões europeus por volta do século XVII. Foi sofrendo alterações em sua estrutura básica devido aos arranjos que lhe deram os músicos da Europa e assim, alterada, voltou às Américas através dos imigrantes portugueses e espanhóis.
É uma música de compasso binário, com o primeiro tempo fortemente acentuado, com uma curta introdução seguida de duas partes de oito compassos cada uma, com modulação do tom crescente
Da habanera derivam diversos rítmos como o maxixe brasileiro e o tango argentino. Também deu origem ao vanerão dos gaúchos.
É uma dança que foi também algumas vezes aproveitada no repertório erudito, sendo o exemplo mais famoso a habanera da ópera Carmen, de Georges Bizet.

Maxixe












O Maxixe (também foi conhecido por Tango brasileiro) é uma dança de casal brasileira que esteve em moda entre o fim do século XIX e o início do século XX. Dançava-se acompanhada da forma musical do mesmo nome, contemporânea da polca e dos princípios do choro e que contou com compositores como Ernesto Nazareth e Patápio Silva. Mas o maior nome na composição de maxixes foi, sem dúvida, o da maestrina Chiquinha Gonzaga.
Teve a sua origem no Rio de Janeiro na década de 1870, mais ou menos quando o tango também dava os seus primeiros passos na Argentina e no Uruguai, do qual sofreria algumas influências. Dançada a um ritmo rápido de 2/4, notam-se também influências do lundu, das polcas e das habaneras.
Tal como o tango, este estilo foi também exportado para a Europa e Estados Unidos da América, no início do século XX.
O samba e a lambada são dois exemplos de danças que devem algumas contribuições de estilo ao Maxixe.
Originado de procedimentos empregados pelos músicos de grupos de choro e bandas de coretos do Rio de Janeiro desde a década de 1860, o futuro gênero de música popular chamado de maxixe ia surgir a partir de 1880 acompanhando a maneira exageradamente requebrada de dançar tal tipo de execução, principalmente de polca-tango. Isso poderia ser comprovado quando, a 17 de abril de 1883, na cena cômica intitulada Aí, Caradura!, o ator Vasques mostrava um carioca, em cuja casa se realizava um baile, a incitar seu convidado caradura (hoje cara de pau) a demonstrar suas habilidades de dançarino dizendo: "Vamos, seu Manduca, não me seja mole: eu quero ver isso de maxixe!" O que realmente acontecia obedecendo a seguinte rubrica do texto: "A orquestra executa uma polca-tango, e ele depois de dançar algum tempo, grita entusiasmado: – Aí caradura!". Ao que acrescentava a indicação: "(Canta: No maxixe requebrado/ Nada perde o maganão!/ Ou aperta a pobre moça/ Ou lhe arruma um beliscão!)".
Foi, pois, o estilo de tal forma malandra e exagerada de dançar o ritmo quebrado da polca-tango que acabaria por fazer surgir o maxixe como gênero musical autônomo, ao estruturar-se pelos fins do século XIX sua forma básica: a exageração dos baixos – inclusive pelos instrumentos de tessitura grave das bandas – conforme o acompanhamento normalmente já cheio de descaídas dos músicos de choro. Ou, como explicava no artigo Variações sobre o Maxixe o maestro Guerra-Peixe, "melodia contrapontada pela baixaria, passagens melódicas à guisa de contraponto ou variações e, em alguns casos, baixaria tomando importância capital".
Definido como gênero autônomo, o maxixe, contaminado pelo preconceito em relação ao baixo nível social em que surgira – os forrobodós ou bailes populares também chamados de maxixes –, continuaria a ser cultivado musicalmente até inícios do século XX, muitas vezes encoberto pelos nomes de tango ou tanguinho (caso dos tangos pianísticos de Ernesto Nazareth). E, enquanto dança, progressivamente submetido à estilização dos seus passos – como logo faria o bailarino Antonio Lopes Amorim Diniz, o Duque – a fim de permitir sua aceitação nas salas e salões das classes média e alta. Transformada em número obrigatório do teatro de revistas (desde o quadro Um Maxixe da Cidade Nova, da peça O Bilontra, de Artur Azevedo, de 1866), a dança do maxixe seria levada para a Europa no início dos 1900 para tornar-se – sob o nome de tango brasileiro – uma onda da moda, favorecida por sua atração de coisa exótica. E isso a ponto de estimular compositores locais a tentar o gênero, como aconteceria com o francês Charles Borel Clerk com sua criação intitulada La Matchichinette, consagradora da novidade: "C’est la chanson nouvelle/ Mademoiselle/ C’est la chanson que esguiche/ C’est le matchiche".
A maior prova da repercussão alcançada pelo maxixe na Europa, porém, seria fornecida pela literatura. Em suas Memórias escritas na década de 1960, o escritor soviético Ilia Ehrenburg, ao recordar no capítulo Infância e Juventude, no primeiro volume, da agitada vida russa de 1905, lembrava que, já então, "em lugar da mignone e da chacona da minha infância, as moças estudavam, diante das assustadas mamães, o cake-walk e o maxixe". Em outro livro de memórias – este do escritor Paul Léautaud, no Journal Littéraire – o ensaista e cronista recordava uma recepção na casa de Mme. Dehaynin, num domingo de novembro de 1905, em que, após o jantar, "a senhorita Marcelle Dehaynin, acompanhada ao piano por sua mãe, dançou para nós o cake-walk, o matchice etc. E ainda antes da Primeira Grande Guerra, enquanto Georges Courteline dedicava uma de suas pequenas cenas cômicas ao diálogo de suas parisienses a discutir futilidades como infidelidade dos maridos, festas e o maxixe, o poeta Jean Richepin – segundo revelava o cronista Alvaro Moreyra em 1914 – provocava a Academia Francesa com uma conferência sobre o tango e o maxixe.